Revista Agrária Acadêmica
doi: 10.32406/v6n5/2023/56-65/agrariacad
Tratamentos pré-germinativos no controle da dormência de sementes de Myracrodruon urundeuva fr. All (aroeira-preta). Pre-germination treatments in control seed dorminess of Myracrodruon urundeuva fr. All (black-aroeira).
Sérgio Roberto Garcia dos Santos
1*, Ana Cecília Florêncio Bezerra2, Sebastiana Dutra Souza Revoredo da Silva3
1*- Núcleo de Uso Sustentável de Recursos Naturais – Laboratório de Pesquisas em Sementes (LPS) – Instituto de Pesquisas Ambientais – Rua do Horto, 931, São Paulo – SP – Brasil. E-mail: sergiorgsantos@sp.gov.br
2- Bióloga – São Paulo – SP – Brasil. E-mail: acfb.bio@gmail.com
3- Núcleo de Uso Sustentável de Recursos Naturais – Laboratório de Pesquisas em Sementes (LPS) – Instituto de Pesquisas Ambientais – Rua do Horto, 931, São Paulo – SP – Brasil. E-mail: tiana12dutra12@gmail.com
Resumo
O objetivo deste trabalho foi testar diferentes métodos para superar a dormência em sementes de Myracrodruon urundeuva, espécie de interesse econômico e ambiental. Foram testados sete tratamentos, mais a testemunha. Os parâmetros analisados foram a porcentagem e a velocidade de germinação e quanto a análise estatística adotou-se o delineamento o inteiramente casualizado e o teste Tukey (5%). Conclusões: 1) a escarificação química em relação a mecânica é uma boa opção para agilizar a germinação das sementes; 2) a imersão das sementes não se mostrou interessante na quebra da dormência e 3) os tratamentos ácido sulfúrico e lavagem em água corrente (2 hs), para velocidade de germinação, são superiores estatisticamente à testemunha.
Palavras-chave: Germinação. Velocidade de germinação. Florestal. Estande de mudas.
Abstract
The objective of this work was to test different methods to overcome dormancy in seeds of Myracrodruon urundeuva, a species of economic and environmental interest. Seven treatments were tested, plus the control. The parameters analyzed were the percentage and speed of germination and the statistical analysis adopted the completely randomized design and the Tukey test (5%). Conclusions: 1) chemical scarification compared to mechanical scarification is a good option to speed up seed germination; 2) seed immersion was not interesting in breaking dormancy and 3) sulfuric acid and washing in running water (2 hs), for germination speed, are statistically superior to the control.
Key words: Germination. Germination speed. Forestry. Seedling stand.
Introdução
Este trabalho utilizou a espécie arbórea Myracrodruon urundeuva (aroeira-preta), da família Anacardiaceae, presente no cerrado, na caatinga e na floresta estacional semidecidual, ocorrendo desde o Ceara até o Paraná, sendo também encontrada na Argentina, Paraguai e Bolívia; de excelente uso em obras externas, como postes, moirões, esteios, estacas, dormentes, vigas e armações de pontes, a espécie permite a extração de tanino para curtimento de couro, é melífera e com potencial para uso em reflorestamentos mistos (LORENZI, 2002; DURIGAN et al., 2002, CARVALHO, 2003).
Por ser uma espécie muito explorada no Brasil, em razão do extrativismo, pois apresenta um registro histórico de exploração predatória intensiva (MAMEDE et al., 2007), a espécie se apresenta escassa nas áreas onde ocorre (PAULA; ALVES, 1997). Por este motivo, Myracrodruon urundeuva consta da lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, na classe vulnerável (BRASIL, 1992).
Em várias regiões do país a espécie é considerada como vulnerável, em extinção ou ameaçada de extinção (ITOMAN et al., 1992; FACHIM; GUARIM, 1995; CORDEIRO; TROVÃO, 2000; BARBOSA et al., 2015). Em São Paulo a sua preservação é feita ex situ através de populações-base, sob a forma de testes de progênies e procedências (SIQUEIRA; NOGUEIRA, 1992).
Frente a necessidade urgente da reposição da vegetação nativa ou recuperação de áreas desmatadas, a compreensão da biologia reprodutiva (modo como as espécies se reproduzem na natureza) das essências nativas (espécies da flora brasileira) se tornou de fundamental importância para que esta recomposição florestal possa ser feita de forma racional. Dentre os vários fatores a serem estudados, existe um em especial que atinge diretamente a produção de mudas, que é o processo de dormência das sementes (VIEIRA; FERNANDES, 1997).
Em geral a dormência pode estar associada à presença de tegumento impermeável, de inibidores químicos ou a imaturidade do embrião. Há ainda a possibilidade de ocorrer a combinação de dois ou mais destes fatores (BARBOSA et al., 2014).
Sob o ponto de vista evolutivo, a dormência é uma característica adaptativa que assegura a sobrevivência de espécies nos diferentes ecossistemas, contribuindo para a sua perpetuação, esta característica, porém, tem dificultado o seu manejo (pelo homem) culminando em inúmeros prejuízos econômicos (VIVIAN et al., 2008).
O mecanismo de dormência de sementes, apresentado, por grande parte das espécies florestais, gera a necessidade de estudos que melhor expliquem esse processo. Com isso, tem-se a necessidade de testar métodos práticos de superação da dormência, que melhorem a germinabilidade e o desempenho das mudas no viveiro, para acelerar e uniformizar o estabelecimento inicial de plantas no campo (MELO; RODOLFO JUNIOR, 2006).
Em razão da importância do estudo destes fatores, visando melhorar e agilizar a germinação, este trabalho teve como objetivo testar diferentes tratamentos pré-germinativos para superar a dormência em sementes de Myracrodruon urundeuva.
Material e métodos
Os tratamentos pré-germinativos testados foram: escarificação mecânica com lixa (EM); escarificação química com ácido sulfúrico (EQ); lavagem em água corrente por 2 horas (LAC); imersão em água por 24 horas (IA); escarificação com lixa seguida de imersão em água por 24 horas (EMI); imersão em água fervente (96ºC), até chegar à temperatura ambiente (IAF); estratificação por 15 dias (ESTR) e testemunha (TEST).
Na estratificação, adotando metodologia proposta por Fowler; Bianchetti (2000), foi utilizado um recipiente plástico, perfurado na base, que permitiu uma boa drenagem para evitar o apodrecimento das sementes. As sementes colocadas neste recipiente estavam entre duas camadas de vermiculita previamente esterilizado e com 5 cm de espessura. A temperatura utilizada na estratificação variou entre 2°C e 4°C, sendo utilizada uma geladeira, regulada para se ter esta temperatura durante o período de estratificação. A temperatura foi acompanhada, para ficar entre os valores indicados acima, com um termômetro instalado internamente no equipamento. O período de estratificação foi de 15 dias.
Todos os tratamentos, menos imersão em água fervente (até chegar à temperatura ambiente) e a escarificação química em ácido sulfúrico, tiveram as suas sementes imersas em hipoclorito de sódio, na concentração de 2% por dois minutos e em seguida foram feitas três lavagens sucessivas por 60 segundos em água destilada.
Cada tratamento teve quatro repetições de 25 sementes, e a semeadura foi feita entre o substrato utilizado, vermiculita, e a temperatura foi de 30°C. Foi considerada como germinada a semente que apresentou protrusão da radícula, um critério botânico (LABORIAU, 1983).
Na análise estatística adotou-se o delineamento o inteiramente casualizado e o teste Tukey (5%) (GOMES, 2009). Os parâmetros analisados foram a porcentagem de germinação e o índice de velocidade de germinação (IVG), este último adotando a fórmula proposta por Maguire (1962).
Resultados e discussão
Após análise dos resultados para germinação (Gráfico 1), tem-se que vários tratamentos pré-germinativos (EQ, LAC, EMI, ESTR e TEST) obtiveram resultados equivalentes aos obtidos com o uso da lixa, que obteve os maiores valores de germinação.

Gráfico 1 – Valores médios da porcentagem de germinação de sementes de Myracrodruon urundeuva (aroeira-preta) submetidas a diferentes métodos de superação da dormência.
O tratamento que utilizou a água fervente (Gráfico 1) foi o que obteve os piores resultados de germinação. Este tratamento causou um dano muito grande ao embrião a ponto de se ter uma germinação de zero por cento para este tratamento. Vários outros estudos também apresentaram resultados semelhantes com o uso da água fervente, ou seja, morte dos embriões. Os estudos em questão são: Nicoloso et al. (1997) com Apuleia leiocarpa; Oliveira et al. (2003) com Peltophorum dubium; Lima et al. (2007) com Enterolobium contortisiliquum e Costa et al. (2010) com Adenanthera pavonina. Porém, em outros trabalhos, este tratamento pré-germinativo foi eficiente com sementes de diferentes espécies florestais: Mimosa scabrella (BIANCHETTI, 1981); Peltophorum dubium (SALERNO et al., 1996; OLIVEIRA et al., 2003); Hovenia dulcis, Senna multijuga e várias espécies do gênero Acacia (FOWLER; BIANCHETTI, 2000); Peltophorum dubium e Bauhinia longifolia (ASSUNÇÃO et al., 2017) e Tectona grandis (BEZERRA et al., 2018).
Já a imersão das sementes em água durante 24 horas (Gráfico 1), foi estatisticamente inferior ao tratamento que usou lixa, embora não se diferencie estatisticamente dos outros (EQ; LAC; EMI; ESTR e TEST). O único tratamento que apresentou resultados significativamente inferiores à embebição das sementes em água (24 hs) foi o tratamento pré-germinativo que utilizou água fervente (Gráfico 1).
Com base nos resultados obtidos (Gráfico 2), tem-se para o índice de velocidade de germinação, que os dois melhores tratamentos são o ácido sulfúrico e a água corrente (2 hs), embora este último tratamento não se diferencie dos tratamentos que utilizam a lixa e a estratificação.

Gráfico 2 – Valores médios da Índice de Velocidade de germinação (IVG) de sementes de Myracrodruon urundeuva (aroeira-preta) submetidas a diferentes métodos de superação da dormência.
A escarificação química com o ácido sulfúrico (Gráfico 2), excetuando o tratamento que utilizou água corrente durante duas horas, obteve resultados superiores a todos os outros tratamentos testados.
Os tratamentos: imersão em água (durante 24 hs), lixa + imersão em água (24 hs) e a testemunha apresentaram baixos valores de IVG, embora não difiram estatisticamente de um outro grupo de tratamentos com valores de IVG um pouco maior, a lixa e a estratificação e todos eles são superiores ao tratamento que utilizou água fervente, tratamento este que apresentou os menores valores de IVG (Gráfico 2).
Cabe ressaltar que o desempenho obtido pelo tratamento “Água fervente”, tanto para germinação como para IVG (Gráficos 1 e 2), parece estar relacionado ao tempo e a temperatura de embebição das sementes em água à alta temperatura testada (96°C), pois em outros estudos, este tratamento pré-germinativo, foi eficiente com sementes florestais como comentado acima.
Quando comparados os dois tratamentos que utilizaram a água em temperatura ambiente (Gráfico 2), com técnicas (e/ou metodologias) diferenciadas, observa-se que os seus resultados são significativamente diferentes, com relação a velocidade de germinação.
O tratamento no qual as sementes permaneceram embebidas durante 24 horas, obteve um resultado significativamente inferior àquele no qual as sementes tiveram o seu tegumento lavado em água corrente por duas horas (Gráfico 2). Depreende-se que os tegumentos das sementes desta espécie apresentam substâncias que interferem na velocidade de germinação e que estas (substâncias) são escoadas após uma lavagem de 2 horas, o que (parece) não ocorrer (ou ocorrer, mas em uma quantidade menor) com as sementes que ficaram embebidas na água durante 24 horas.
Os resultados obtidos com o tratamento que submeteu as sementes a um período de embebição de 24 horas, contrapõem ao indicado por Capelanes (1989) e Carvalho (2003) que indicam para as sementes desta espécie a embebição em água por 24 hs, sendo que o último autor acrescenta ainda que o tegumento desta espécie apresenta dormência embrionária.
Fowler; Bianchetti (2000) informam que sementes de muitas espécies apresentam inibidores químicos de diferentes classes, localizados no tegumento e que são retidos pela semente embebida, ao invés de se dispersarem no meio, bloqueando a germinação. Esta diferenciação entre embebição e lavagem das sementes também é melhor caracterizada em Lopes; Nascimento (2012), onde estes autores indicam a “embebição”, por 24 a 48 hs, para o amolecimento do tegumento duro e a “lavagem” para o escoamento de substâncias sobre este, acrescenta-se que a lavagem de sementes em água corrente é recomendada para sementes que possuem no tegumento substâncias inibidoras solúveis em água, que podem ser lixiviadas (TOKUHISA, 2006). Cabe citar que a embebição de sementes, testada neste estudo, é indicada por Assunção et al. (2017) como tratamento pré-germinativo (e efetivo) para várias espécies florestais como Erythrina falcata; Genipa americana; Euterpe edulis e Piptadenia gonoacantha.
Ferreira et al. (2011) indicam a presença de substâncias nas sementes desta espécie, onde foram encontrados: fenóis, esteroides e alcaloides, pois há estudos, como é melhor explicitado nos parágrafos abaixo, que estas substâncias podem inibir a germinação das sementes.
Dentre as substâncias indicadas como presentes nas sementes de Myracrodruon urundeuva, os compostos fenólicos são considerados como um grupo grande e diverso, sendo os mais abundantes em plantas, estas moléculas também podem ser divididas em dois grupos, os de compostos solúveis em água (ácidos fenólicos, flavonoides e quinonas) e compostos insolúveis em água (taninos condensados e ligninas) (RISPAIL; MORRIS; WEBB, 2005 apud PONTES, 2014).
Por sua vez, Taylorson; Hendricks (1977), afirmam que os compostos fenólicos, presentes no envoltório da semente, retém o oxigênio, o que poderia limitar o suprimento deste para o embrião durante a germinação, acarretando dormência. Esta observação também é corroborada por Vieira (1991), para quem os compostos fenólicos demonstraram efeito retardador da germinação de sementes. Tokuhisa et al. (2007) com base nos resultados do seu estudo informam que há uma relação direta com a concentração dos fenóis e a inibição da germinação das sementes. Tokuhisa et al. (2008) identificaram que a sarcotesta da semente de mamão possui compostos fenólicos e que estes, segundo Reyes et al. (1980) e Chow; Lin (1991) (apud TOKUHISA et al., 2008), acarretam uma germinação lenta. No estudo de Maciel et al. (1992) com sementes florestais, estes autores concluíram que a inibição promovida pelos fenóis é variável de acordo com sua localização na semente.
O outro grupo de substâncias, encontrado nas sementes desta espécie, são os alcaloides, que em sua maioria são pouco hidrossolúveis, sendo que atualmente não existe uma definição que compreenda todos os alcaloides, porque do ponto de vista químico, bioquímico ou fisiológico, não representam um grupo homogêneo de compostos (HENRIQUES et al., 2003; LACERDA, 2017). Como exemplos de alcaloides (CABRAL; PITA, 2015), tem-se que a nicotina (PERON et al., 2011) e a cafeína (PEREIRA et al., 2002), ambas têm a capacidade de proporcionar uma menor velocidade de germinação das sementes e Herrera (1996) e Santos (2007) também relatam que compostos alcaloides funcionam como inibidores em sementes de cacau.
Para esteroides também há relatos que a sua presença no arilo do maracujá amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa) é responsável pela inibição da germinação de suas sementes (MARTINS et al., 2010). Segundo Herrera (1996) as sementes e outras partes das plantas produzem esteroides.
Os tratamentos pré-germinativos ácido sulfúrico e água corrente (2 hs) demonstraram que são mais interessantes de se usar, principalmente quando se considera a velocidade de germinação para as sementes de M. urundeuva em relação à testemunha e aos outros tratamentos analisados. E que embora sejam equivalentes estatisticamente, deve-se levar em consideração que o ácido sulfúrico deve ser utilizado sempre com muito cuidado para se evitar acidentes e que a lavagem em água corrente, de uso bem mais simples, tem restrições, pois em regiões e épocas do ano onde ela seja restrita, este tratamento deve ser repensado.
Com relação ao tratamento que utilizou a água fervente, com base nos resultados obtidos, nos dois parâmetros adotados (Gráficos 1 e 2), é interessante testar temperaturas e períodos de tempo inferiores, e assim verificar os resultados, dessas novas metodologias com as sementes de M. urundeuva, já que em outros estudos com espécies florestais ele foi eficiente.
Em outra consideração, embora trabalhos com esta espécie, apresentem como causa da dormência das sementes, a dormência física através da impermeabilidade do tegumento (GUEDES et al., 2009; MORI et al., 2012) ou a dormência fisiológica, em razão de um embrião dormente (CARVALHO, 2003). Este estudo, no entanto, constatou através dos resultados obtidos, que a lavagem das sementes propiciou um aumento na velocidade de germinação, indicando que alguma ou algumas substâncias deveriam estar sendo escoadas pela lavagem. Esta informação vai de encontro ao trabalho de Ferreira et al. (2011) que identificou três tipos de substâncias nas sementes e que parecem interferir na velocidade de germinação destas sementes, atrasando a sua germinação. Esta situação indica um outro tipo de dormência, a química. Deste modo, é recomendado a continuidade das pesquisas com as sementes de M. urundeuva, visando identificar e estudar as substâncias que podem estar ocorrendo no tegumento, para se entender a influência delas no percentual e na velocidade de germinação das sementes.
Estas informações, que novas pesquisas poderão gerar, serão importantes para uma espécie que é considerada vulnerável (MORI et al., 2012) e que tem na sua propagação, através da produção de mudas e do plantio, meios eficientes para ajudá-la a sair desta condição.
Conclusões
O uso da escarificação química, em relação ao uso da lixa (EM), é uma boa opção para agilizar a germinação das sementes. Para valores totais de germinação esta diferenciação entre os dois tratamentos não se observa. A água corrente (2hs), nos dois parâmetros considerados, também se mostra eficiente.
O uso da imersão das sementes (IA, EMI) não se mostrou interessante na quebra da dormência.
Os tratamentos pré-germinativos, ácido sulfúrico e água corrente (2 hs), considerando a velocidade de germinação, são superiores estatisticamente à testemunha.
Conflitos de interesse
Não há conflitos de interesse.
Contribuição dos autores
Sérgio Roberto Garcia dos Santos – ideia original, orientação científica, revisão de textos, análise estatística e escrita; Ana Cecília Florêncio Bezerra – desenvolvimento do ensaio, pesquisa bibliográfica e escrita; Sebastiana Dutra Souza Revoredo Silva – desenvolvimento do ensaio e pesquisa bibliográfica.
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Recebido em 31 de agosto de 2023
Retornado para ajustes em 7 de novembro de 2023
Recebido com ajustes em 9 de novembro de 2023
Aceito em 13 de novembro de 2023