Níveis de gordura inerte de palma na ração para cabritos – avaliação de desempenho produtivo e comportamento ingestivo

Revista Agrária Acadêmica

agrariacad.com

doi: 10.32406/v6n6/2023/46-58/agrariacad

 

Níveis de gordura inerte de palma na ração para cabritos – avaliação de desempenho produtivo e comportamento ingestivo. Levels of inert palm fat in goat feed – evaluation of productive performance and ingestive behavior.

 

Lucas Eduardo Gonçalves Vilaça1, Marcela Rodrigues de Oliveira2, Marco Túlio Santos Siqueira3, Luciano Fernandes Sousa4†, Érica Beatriz Schultz5, Gilberto de Lima Macedo Junior6

 

1- Discente do Curso de Medicina Veterinária – Faculdade de Medicina Veterinária – Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Campus Umuarama/MG – Brasil. E-mail: luedugovi@hotmail.com
2- Discente do Curso de Zootecnia – Faculdade de Medicina Veterinária – Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Campus Umuarama/MG – Brasil.
3- Discente da Pós-Graduação em Zootecnia – Departamento de Zootecnia – Universidade Federal de Lavras – UFLA, Lavras/MG – Brasil.
4†- Docente do Curso de Zootecnia – Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – Universidade Federal do Norte do Tocantins – UFNT, Araguaína/TO – Brasil.
5- Docente do Curso de Zootecnia – Departamento de Zootecnia – Universidade Federal de Viçosa – UFV, Viçosa/MG – Brasil.
6- Docente do Curso de Zootecnia – Faculdade de Medicina Veterinária – Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Campus Umuarama/MG – Brasil.

 

Resumo

 

As fontes de gordura representam importante componente na alimentação de ruminantes, já que fornecem 2,25 vezes mais energia que carboidratos, sendo que novas fontes, como gorduras inertes da degradação do rúmen, são uma boa opção devido ao seu perfil de ácidos graxos.  Objetivou-se avaliar o desempenho e comportamento ingestivo de  cabritos alimentados com níveis crescente de gordura inerte de palma na dieta. Foram utilizados 16 cabritos distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, mestiços leiteiros, machos inteiros com idades iniciais de 60 dias e 18,66 kg de peso vivo. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com medidas repetidas no tempo, possuindo quatro tratamentos, sendo eles: 0, 25, 50 e 75gramas de gordura inerte de palma por cabeça e quatro repetições por tratamento. Avaliou-se o consumo de materia seca (CMS), materia mineral (CMM) e materia organica (CMO), e as medidas morfométricas dos tratamentos e períodos foram comparadas pelo estudo de regressão (P<0,05). As avaliações de ganho de peso foram feitas semanalmente e as medidas biométricas, ECC e avaliação de comportamento ingestivo, quinzenalmente até o final do experimento, que teve duração de 60 dias. Apenas o tratamento de menor inclusão de gordura inerte de palma mateve o CMS abaixo do recomendado pelo NRC (2007). Não houve diferença estatística (P>0,05) para ganho médio diário, ganho de peso, variáveis biométricas e comportamento ingestivo à medida que inclui gordura inerte de palma na dieta dos cabritos. Para os dados de ECC apresentados nota-se que foi significante (P<0,05) e crescente mantendo dentro do intervalo para a categoria. Logo, nota-se  que o uso da gordura inerte de palma fornecida em diferentes niveis não promoveu alterações deletérias para consumo de matéria seca, medidas morfométricas e comportamento ingestivo.

Palavras-chave: ECC. Lipídeos. Medidas biométricas.

 

 

Abstract

 

Fat sources represent an important component in ruminant feed, as they provide 2.25 times more energy than carbohydrates, and new sources, such as inert fats from rumen degradation, are a good option due to their fatty acid profile. The objective was to evaluate the performance and ingestive behavior of goats fed increasing levels of inert palm fat in the diet. Sixteen goats were used, distributed in an entirely randomized design, dairy crossbred, entire males, with initial ages of 60 days and 18.66 kg of live weight. The experiment was conducted in an entirely randomized design with repeated measures in time, with four treatments: 0, 25, 50 and 75 grams of inert palm fat per head and four repetitions per treatment. Dry matter (DM), mineral matter (MML) and organic matter (OML) intake was evaluated, and morphometric measurements of treatments and periods were compared by regression study (P<0.05). The evaluations of weight gain were done weekly and the biometric measures, ECC and evaluation of ingestive behavior, fortnightly until the end of the experiment, which lasted 60 days. Only the treatment with the lowest inclusion of inert palm fat kept the DMC below the recommended by the NRC (2007). There was no statistical difference (P>0.05) for average daily gain, weight gain, biometric variables and ingestive behavior as palm inert fat was included in the diet of goats. For the presented ECC data it is noted that it was significant (P<0.05) and increasing keeping within the range for the category. Therefore, it is noted that the use of inert palm fat supplied at different levels did not promote deleterious changes in dry matter intake, morphometric measurements and ingestive behavior.

Keywords: BWC. Lipidis. Biometric measurements.

 

 

Introdução

 

O uso de lipídios na dieta animal tem como objetivo promover o aumento da energia contida na dieta, melhorar a qualidade de carne e acabamento de carcaças e também auxiliar na síntese hormonal melhorando o desempenho reprodutivo dos animais.

Segundo Kozloski (2016), a inclusão de gorduras ou sementes oleaginosas nas dietas dos ruminantes não deve fazer exceder os 6 a 7% de lipídios na dieta, visto que os microrganismos ruminais não possuem mecanismos fisiológicos para digeri-los tão eficientemente como o fazem para os carboidratos e as proteínas, promovendo então, efeitos deletérios aos microrganismos ruminais e efetuando o recobrimento das partículas alimentares, impedindo a ação dos microrganismos nas fibras dietéticas, diminuindo a taxa de passagem e consequentemente queda no consumo de matéria seca. Por isso, o  estudo do efeito antimicrobiano e do revestimento da partícula de alimento pelos lipídios têm recebido maior atenção dos pesquisadores nos últimos anos (CARNEIRO et al., 2017), pois são os principais fatores que afetam o desempenho animal.

Já para Palmquist e Mattos (2006), a suplementação com lipídios acima de 5% da matéria seca reduz o consumo podendo prejudicar o desempenhos dos animais, seja por mecanismos regulatórios que controlam a ingestão de alimentos, seja pela capacidade limitada dos ruminantes de oxidar ácidos graxos. Esses autores ainda afirmam que com até 8% a 10% proporciona boa resposta  dos animais em confinamento em regiões com temperaturas mais elevadas, pois a suplementação aumenta a ingestão de energia.

Além disso, segundo Nascimento (2017), o impacto na redução está relacionada não só à quantidade, mas também ao tipo de ácido graxo presente no suplemento, uma vez que lipídeos ricos em ácidos graxos insaturados, como óleo de soja, tendem a provocar maior redução na digestibilidade por promoverem recobrimento de partícula alimentar e ser tóxico para os microrganismos. Uma alternativa para reduzir os problemas metabólicos dos alimentos ricos em gordura seria o fornecimento de gordura protegida da biohidrogenação ruminal, que não influencia o processo digestivo ruminal, sendo dissolvida e absorvida no intestino delgado (NASCIMENTO, 2017).

O estudo da digestão dos lipídios em ruminantes tem merecido cada vez mais atenção, especialmente devido a vantagens da inclusão de fontes de gordura na alimentação de animais confinados, como aumento da densidade energética e eficiência alimentar dos animais (CARNEIRO et al., 2017). Com isso, pesquisas utilizando caprinos alimentados com fontes de gordura inertes passaram a serem desenvolvidas com o intuito de melhorar o crescimento dos animais e consequentemente, melhor rendimento de carcaça, melhorar a qualidade do leite e avaliar os efeitos positivos dessa estratégia para a reprodução dos animais.

Sendo assim, buscou-se avaliar os efeitos da gordura inerte de palma na alimentação de cabritos a fim de proporcionar melhorias no desempenho produtivo (biometria) sem que haja alterações no comportamento ingestivo. Desta forma este trabalho empregou diferentes níveis de inclusão de gordura inerte de palma na alimentação de cabritos, avaliando consumo de matéria seca, biometria e comportamento ingestivo.

 

Material e métodos

 

O experimento foi conduzido CEUA (094/17) na Fazenda Experimental Capim Branco da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) MG, no setor de caprino e ovinocultura, com início em 11 de janeiro de 2019 e fim em 11 de março do mesmo ano.

Foram utilizados 16 cabritos mestiços (Anglo Nubiano x Saanen),  machos e nascidos no setor. Os quais, até os 20 primeiros dias ficavam com as respectivas mães. Após esse período foi realizado o manejo de mamada controlada, que consiste em retirar os filhotes de junto das mães durante o dia (ao final da tarde voltavam para as mães) e fornecer alimentos sólidos para estimular consumo e consequentemente, favorecer desenvolvimento ruminal. Quando completaram a média de 60 dias realizou-se a desmama, e os animais apresentavam em média 18,66 quilos de peso vivo.

Posteriormente, os animais foram selecionados ao acaso, everminados e pesados antes do início do experimento e alocados em baias coletivas contendo quatro animais cada, totalizando quatro baias utilizadas, por um período de 60 dias. As baias eram de piso elevado de madeira (ripado) em metade do comprimento e a outra metade é de piso baixo cimentado e telhado com telhas de cerâmica, os cochos são externos às baias e os bebedouros internos juntamente com o cocho de sal mineral.

A composição da dieta fornecida aos animais era de concentrado à base de milho (67,35 %), farelo de soja (30,45%), sal mineral (2,0%) e adsorvente (0,20%), silagem de sorgo e gordura inerte de palma, mantendo a relação de 70%:30% de concentrado e volumoso, respectivamente. Cada baia teve um tratamento específico sendo eles: sem incremento de gordura (controle), 25 gramas de gordura, 50 gramas de gordura, 75 gramas por animal/dia de EnerFAT®, que é um suplemento energético composto por sais de cálcio de ácidos graxos derivados de óleo de palma, protegido da ação ruminal, sua composição está apresentada a seguir na Tabela 1. A pesagem desse produto era feita em balança digital, duas vezes ao dia, e adicionada junto ao trato do período.

 

Tabela 1 – Composição centesimal do produto EnertFAT®.
Níveis de Garantia
Umidade
Ácidos Graxos, dos quais:
Palmítico (16:0)
Esteárico (18:0)
Oléico (18:1)
Linoléico (18:2)
Linolênico (18:3)
Cinzas
Cálcio
Máx. 5%
Min. 82,5%
48-52,7%
3,9 %
30,8%
6,6%
Máx. 15%
8%

 

O trato foi pesado e fornecido duas vezes ao dia para os animais (8:00 e 16:00hrs), juntamente com água limpa e fresca. Todos os dias pela  manhã retirava-se e pesava-se as sobras presentes no cocho com a finalidade de medir o consumo de alimentos pelos animais, e assim, regular a quantidade de trato fornecido e coletou 500 gramas das sobras por dia, durante 7 dias para posteriores análises.

Essas amostras da dieta foram acondicionadas em freezer, posteriormente colocou em estufa de pré-secagem (55°C), foi passado no moinho de facas na peneira de 1mm e foi realizado análises de matéria seca (MS) na estufa 105°C e matéria mineral (MM) utilizando a mufla no laboratório de nutrição animal (LABAN).

Para determinação da matéria seca (MS) dividiu o peso da amostra seca pelo peso da amostra e multiplicou por 100. Para determinação da matéria seca total (%MST),  matéria mineral (%MM) e da matéria orgânica (%MO) foi realizado os seguintes cálculos:

  • %MS = Peso amostra seca x 100

Peso da amostra

  • %MST = %MS 55°C x MS 105°C

100

 

  • %MM = Peso das cinza x 100

Peso da amostra

  • % MO = %MS – %MM

 

A pesagem dos animais ocorreu semanalmente utilizando balança digital de enganchar, com precisão de 50g. Os animais permaneciam pendurados para a pesagem, sendo feita pela manhã, com os animais em jejum noturno para avaliar o peso vivo dos mesmos.

As medidas biométricas foram realizadas quinzenalmente junto com avaliação da condição corporal, sempre pelo mesmo avaliador para reduzir o erro, e colheita sanguínea. A condição corporal é dada pela atribuição de escore, utilizando-se escala de 1 a 5 pontos (1= magro, 2= moderada, 3= boa, 4= sobrepeso e 5 = obeso), mediante visualização   e palpação das vértebras lombares logo após o 13º par de costelas (RIBEIRO, 1997).

Para as medidas biométricas foi utilizada fita métrica e uma régua de madeira. Tomamos as seguintes medidas: comprimento corporal – medida da distância entre a base da cauda (osso ísquio) e a base do pescoço (face lateral da junção escápulo-umeral); altura anterior – distância entre a região da cernelha e a extremidade distal do membro anterior; altura posterior – distância entre a tuberosidade sacral, na garupa, e a extremidade distal do membro posterior; perímetro torácico – perímetro tomando-se como base o esterno e a cernelha, passando por trás da paleta; circunferência do barril – circunferência da porção ventral entre décima e a décima primeira costela; largura do peito – distância entre as faces das articulações escápulo-umerais (MENEZES et al., 2007).

Houve a avaliação do comportamento ingestivo, sendo este realizado por observações a cada cinco minutos, durante 24 horas, para determinação do tempo despendido em alimentação, ruminação, ócio e mastigação de cada animal. Os comportamento ocorreram nos dias 18/01, 08/02, 22/02 e 08/03/2019. No período noturno, o ambiente recebeu iluminação artificial, e as luzes foram mantidas acesas durante cinco dias antes da avaliação para promover a adaptação dos animais. Além disso, também houve adaptação dos animais aos avaliadores.

O ensaio experimental foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com medidas repetidas no tempo, com quatro tratamentos com quatro repetições cada. Para o consumo em função dos tratamentos utilizou-se estatística descritiva por falta de repetições, já para os dados de  consumo em função do período foi utilizado o estudo de regressão. Os dados de biometria, comportamento ingestivo e peso foram por estudo de regressão (tratamento e período) ao nível de significância de 95% de confiança e avaliação do ECC foi estatística não paramétrica.

 

Resultados e discussão

 

Na descrição do consumo médio de matéria seca (CMS) em função do tratamento, por cabeça, obtido foi de 0,690kg/dia, 0,640kg/dia, 0,710kg/dia e 0,820kg/dia para 0g, 25g, 50g e 75g de gordura, respectivamente (Tabela 2). O CMS para os tratamentos 0 g, 50g e 75g, nesta ordem, foi de 6%, 9% e 26% superior, sendo positivo, pois, a ingestão de matéria seca influencia diretamente no desempenho dos animais, enquanto isso, o tratamento de 25g de gordura o CMS foi 1,5% inferior ao preconizado pelo NRC 2007, que para caprinos desta categoria, o consumo de matéria seca ideal seria de 0,65 Kg/MS/dia/animal. Cartaxo et al. (2013) avaliou o consumo de matéria seca de animais mestiços, dentre os cruzamentos, o que tinha a raça Boer em sua composição estabeleceu maior CMS (952,60 g/cab./dia) devido ao fato da desta raça ser especializada para o corte. Já Santana (2021) trabalhando com caprinos mestiços leiteiros alimentados com enzimas exógenas encontrou o CMS de 630,0 g/cab./dia.  

Segundo Maia et al. (2011), com o incremento de gordura na dieta pode ocorrer um menor consumo de matéria seca devido ao alto incremento energético presente na ração, o que neste presente trabalho não apresentou, já que o CMS das dietas com 50 e 75 g de gordura dietética foram numericamente superior ao previsto ou estimado pelo NRC (2007). De acordo com Warriss (2000), o consumo de matéria seca do animal tem duas finalidades, que são: a manutenção dos tecidos existentes e o desenvolvimento de novos tecidos.

 

Tabela 2 – Valores médios do consumo de matéria seca (kg/dia) consumo de matéria mineral (kg/dia) e consumo de matéria orgânica (kg/dia) em função dos tratamentos.
 
Consumo de matéria seca em kg/dia (CMS) – total da baia
Tratamento
CMS
CMS/PC (%)
DP
CV (%)
Variância
0g
2,76
2,88
0,49
18,02
0,24
25g
2,56
2,71
0,49
19,44
0,24
50g
2,84
3,04
0,48
16,95
0,23
75g
3,31
3,45
0,72
21,92
0,52
 
Consumo de matéria mineral em kg/dia (CMM) – total da baia
Tratamento
CMM
CMM/PC(%)
DP
CV (%)
Variância
0g
0,372
0,38
0,05
15,64
0,003
25g
0,371
0,39
0,06
17,84
0,004
50g
0,397
0,42
0,05
14,85
0,003
75g
0,474
0,49
0,10
21,24
0,01
 
Consumo de matéria orgânica em kg/dia (CMO) – total da baia
Tratamento
CMO
CMO/PC(%)
DP
CV (%)
Variância
0g
2,39
2,50
0,44
18,40
0,19
25g
2,19
2,31
0,43
19,71
0,18
50g
2,45
2,62
0,42
17,31
0,18
75g
2,84
2,96
0,62
22,04
0,39
Estatística descritiva por falta de repetição de baias. DP – desvio padrão; CV – coeficiente de variação.

 

Logo, com o crescimento e desenvolvimento de tecidos acontecendo de forma rápida, pode-se afirmar que o consumo de matéria seca desses animais nessa fase também deve ser elevado, para que obtenham energia e nutrientes adequados para o desenvolvimento do animal, como preconiza o NRC.

O Gráfico 1 apresenta as médias de consumo por baia em relação ao período de estudo que foram de 2,87 kg/dia para MS, de 0,403 kg/dia MM e 2,47 kg/dia MO. Durante o tempo experimental, os animais apresentaram o CMS por cabeça em média de 0,715 kg, que corresponde a 3% do peso vivo médio dos animais. Com o estudo de regressão (P<0,05) observou-se, que os valores de CMS, CMM e CMO, foram significativos (P<0,05) quando relacionamos com o período experimental e que apresentaram comportamento linear positivo.

Como regra geral, os ruminantes apresentam curva sigmoide de crescimento, onde inicialmente é rápido, fica mais lento com a aproximação da puberdade e declina progressivamente até a fase adulta (MENDONÇA et al., 2007). Aos 49 dias decorridos do início do estudo, foi observada uma diminuição no CMS, porém, apresentou equação linear positiva indicando que o CMS aumentou durante todo o período, proporcionando valores 6% acima do recomendado pelo NRC, (2007), isso pode ser devido a regulação fisiológica do consumo, o qual se baseia no conceito de que um animal dispõe de uma alta quantidade de nutrientes, principalmente energia e proteína, assim os fatores fisiológicos atuarão, diminuindo o apetite e, portanto, seu consumo (SUAREZ, 2014). Outro motivo que corrobora para essa queda no CMS é a faixa etária que os animais estavam. Eles entraram no experimento com 60 dias de vida em média, e aos 49 dias decorridos do trabalho, eles tinham, aproximadamente, 109 dias de vida, idade próxima aos 4 meses. Sendo assim, podemos relacionar esse fato com o início da puberdade, onde animais recebendo alto aporte energético favorece o desenvolvimento e ganho de peso permite que todo o eixo neuroendócrino atue de forma precoce e, consequentemente, ocorra a expressão da puberdade nos animais (MONTEIRO et al., 2010), pressupondo que esses animais perderam o interesse pelo alimento, devido o início da puberdade (OLIVEIRA, 2018). De fato, o mesmo comportamento de queda no consumo no início da puberdade foi verificado por Santana (2021), avaliando o uso de enzimas exógenas na ração de cabritos mestiços leiteiros encontrou queda no CMS de seus animais entre os períodos de 70 e 77 dias decorridos do início do estudo, onde o mesmo, correlata ao início da puberdade e consequentemente maior interação como cortejo característico do macho adulto, a ereção e a cópula.

 

Gráfico 1 – Valores médios relativos ao consumo de matéria seca (CMS), matéria mineral (CMM) e matéria orgânica (CMO) dos animais, em Kg, durante o período experimental; (P<0,05).

1) Y= 2,93571 + 0,024787X, R2= 64,48%;
2) Y= 0,304071 + 0,003168X, R2= 68,05%;
3) Y= 1,789643 + 0,021599X, R2= 67,28%.

 

Não houve diferença estatística (P>0,05) para ganho médio diário, ganho de peso à medida que inclui gordura inerte de palma na dieta dos cabritos (Tabela 3).

 

Tabela 3 – Valores médios do peso, ganho médio diário (GMD) e ganho de peso total (GPT), em Kg, dos animais obtidos em relação ao tratamento empregado no experimento.
Tratamento
GMD (kg/dia)
GPT (kg)
Peso (kg)
0g
25g
50g
75g
0,141
0,150
0,136
0,170
9,33
9,48
8,60
10,73
23,87
23,61
23,32
23,94
*P
MG
CV
0,8503
0,151
35,82
0,8481
9,53
35,85
0,988
23,68
24,75

*Nível de significância (P); Média geral (MG); Coeficiente de variação (CV).

 

No trabalho apresentado por Santana (2021) sobre desempenho de cabritos mestiços leiteiros alimentados com enzimas exógenas, obtiveram-se valores médios de ganho de peso total e diário de 14,27 kg e 0,158 kg, respectivamente, ao final de 90 dias do trabalho. Levando em consideração que os animais do estudo são mestiços leiteiros, vemos que o ganho de peso diário de 0,151 kg está dentro da média de alguns estudos que trabalharam com animais mestiços para corte, os quais tendem a ter um maior consumo de matéria seca e consequentemente, maior ganho de peso. Aos 120 dias apresentaram média de peso de 23,49 kg, sendo satisfatório em relação ao peso adulto, já que a média de peso da raça Saanen é de 65kg, segundo Cunha et al. (2004), e a raça anglo nubiana pesa em torno de 60 kg, raças essa, que constitui geneticamente esses animais e a média de peso entre elas é de 62,5 kg, e esses animais atingiram 37,5% desse peso aos 120 dias de vida. De acordo com Lu e Potchoiba (1988), caprinos mestiços de origem leiteira podem conseguir um GMD em torno de 0,150 g/dia se alimentados com volumoso de boa qualidade e concentrado, resultados esse muito semelhante ao obtido no presente experimento.

Os caprinos apresentam uma particularidade em relação aos ovinos, e isso é devido ao seu principal depósito de gordura, a cavidade abdominal, e apresentam uma capa de gordura subcutânea muito fina, sendo assim, as vísceras e o abdômen depositam cerca de 50 a 60% da gordura total do corpo desses animais (GRANDE et al., 2003), o que reduz a velocidade de ganho de peso e aumenta o CMS, como observado na Tabela 1 (equação linear positiva).

Como apresentado no Gráfico 2, o peso dos animais, no decorrer do período apresentou significância (P<0,05) e equação linear positiva, juntamente com o CMS o que tem relação direta. Pois, quanto maior for o CMS, maior será o peso corporal dos animais, como eles estavam em fase de crescimento houve um maior e rápido desenvolvimento até atingirem a puberdade, momento esse que estabilizam o crescimento, mas permanecem aumentando tecidos corporais, e consequentemente, ganho de peso (OLIVEIRA et al., 2007).

 

Gráfico 2 – Peso corporal dos animais ao longo do experimento. Nível de significância (P)= 0; média geral (MG)= 23,49; Coeficiente de variação (CV)= 24,75.

Y=  18,315341 + O,162680X, R2= 98,95%.

 

Como apresentado na Tabela 4, podemos observar que não houve diferença estatística para as variáveis biométricas analisadas em função dos tratamentos (P>0,05). Isso porque os animais do estudo tinham a mesma idade, peso, composição genética e estavam em fase de desenvolvimento corporal. Demonstrando então que com os níveis crescente de inclusão de gordura inerte na dieta de caprinos não afetou negativamente o desenvolvimento dos animais, já que o CMS (Tabela 2) e o GPD (Tabela 3) mantiveram dentro do recomendado.

 

Tabela 4 – Valores de escore de condição corporal e das medidas biométricas em relação aos tratamentos e período, medidas em cm.
Tratamento
AA
AP
CT
CB
LP
ECC
0
25
50
75
55,32
56,25
57,15
57,3
58,05
58,25
59,37
59,55
64,15
62,65
65,55
63,2
70,25
70,25
70,90
71,25
18,15
18,80
18,20
19,05
2,82
2,82
2,75
2,47
P
0,9233
0,9591
0,9042
0,9969
0,8222
0,5346
Período
AA (1)
 AP (2)
CT (3)
CB (4)
LP (5)
ECC (6)
0
15
30
45
60
52,71
54,75
56,68
56,31
62,06
54,96
57,00
59,25
58,43
64,37
58,06
60,81
63,00
64,06
73,50
66,18
70,56
70,12
72,93
73,50
17,56
18,56
18,75
18,68
19,18
2,56B
2,68B
2,71AB
2,78AB
2,84ª
P
MG
CV
0,000
56,50
5,94
0,000
58,8
6,52
0,000
63,88
9,92
0,000
70,66
4,89
0,0015
18,55
6,38
0,0066
2,71
1) Y= 53,188393 + 0,040051X + 0,001868X², R2= 88,65%;
2) Y= 55,434821 + 0,047704X + 0,001731X², R2= 86,39%;
3) Y= 58,812500 – 0,006250X + 0,004464X², R2= 93,09%;
4) Y= 67,262500 + 0,121429X, R2= 86,14%;
5) Y= 17,87500 + 0,024107X, R2= 79,07%;
6) Y= 2,587500 + 0,004688X, R2= 95,87%.
Nível de significância (P); Média geral (MG); Coeficiente de variação (CV). AA= altura de anterior, AP= altura de posterior, CT= circunferência torácica, CB= circunferência de barril, LP= largura de peito e o ECC= escore de condição corporal.

 

O crescimento apresenta características alométricas, ou seja, os tecidos possuem taxas de crescimento diferentes, as quais se alteram em fases distintas da vida do animal. Dentre os principais componentes da carcaça, o tecido ósseo se desenvolve mais precocemente, seguido do muscular e, finalmente, do tecido adiposo (BERG; BUTTERFIELD, 1976). Segundo Fitzhugh (1976), o crescimento dos animais pode ser representado por meio de uma curva sigmóide que descreve uma sequência de medidas de tamanho em função do tempo.

As medidas biométricas e escore corporal durante o período, contidas na Tabela 4, apresentaram resposta linear positiva para ECC, LP e CB, que podemos relacionar com a idade dos animais e equação quadrática para CT AA e AP. As variáveis CT, AA e AP apresentam crescimento mais acelerado durante a fase inicial do desenvolvimento dos animais e tem um limite que se dá ao atingir a puberdade, fazendo com que a curva de crescimento dos animais torna-se estático ao longo do tempo.

O crescimento dos animais é composto por quatro fases, na primeira fase, a taxa crescimento é elevada e positiva, ocorrendo logo após a concepção, a segunda refere-se ao nascimento e vai até a puberdade, chegando ao máximo no ponto de inflexão da curva, sendo demonstrado pelas medidas de CT, AA e AP as quais apresentaram crescimento mais acelerado e posteriormente um desenvolvimento diminuído. Após a puberdade, inicia-se a fase de crescimento desacelerado, em que uma série de fatores inibe a taxa de crescimento, embora o animal não deixe de crescer. Depois dessa fase regressiva, o animal atinge a fase de maturidade fisiológica, em que a curva atinge o platô, tendo o crescimento muito lento ou praticamente inexistente de outros tecidos (OWENS et al., 1993; HOSSNER, 2005).

Para os dados de ECC apresentados na Tabela 3, nota-se que foi significante e crescente e manteve-se dentro do intervalo para a categoria de 2,5 a 3,0 segundo SENAR (2020). O que é positivo para a produção caprina, seja para animais destinados ao abate que possuirão um melhor acabamento e rendimento de carcaça ou para aqueles destinados à reposição do rebanho que permitirá um bom desempenho reprodutivo. Menezes et al. (2007) avaliou a escore de condição corporal e biometria de cabritos com diferentes composições genéticas entre as raças Alpina e Boer, eles foram alimentados com dieta peletizada e apresentou as seguintes médias, 2,7 para ECC, 55,3 cm para altura de anterior, 55,5 cm para altura de posterior, 61,3 cm para circunferência torácica e 25,8 cm para largura de peito. Santana (2021), estudando caprinos mestiços leiteiros alimentados com enzimas exógenas apresentou as seguintes médias, 2,9 para ECC, 58,54 cm para altura de anterior, 60,86 cm para altura de posterior e 65,93 cm para circunferência torácica. Silva et al. (2018) trabalhou com caprinos leiteiros jovens de raças puras e mestiços (Saanen, Toggenburg, Alpina americana, Parda alpina e Murciana) com o intuito de avaliar as medidas biométricas em relação ao grupo racial, onde aos 63 dias de avaliação obteve os valores médios de 52,16 cm, 58,3 cm, 54,45 cm e 14,58 cm para as variáveis de AA, AP, CT e LP, onde os animais foram alimentados com capim elefante (Pennisetum purpureum, Schum) picado e concentrado comercial para cabritos leiteiros. Oliveira (2007) trabalhando com caprinos da raça anglo nubiana, criados no sistema semi-intensivo por 240 dias, demonstrou que os animais aos 120 dias apresentavam a média de 64,95 cm para a variável circunferência torácica.

A circunferência de barril também apresentou significância e equação linear positiva em relação ao período de estudo. Essa medida está relacionada com a capacidade gástrica do animal e promove um melhor desempenho do animal. Observou-se que durante o período experimental houve elevação da circunferência de barril, CMS e do peso vivo dos animais, essas três variáveis estão altamente correlacionadas, propondo então, que a gordura inerte de palma não afetou o desenvolvimento gástrico dos animais, pois, os animais do presente estudo estão em fase de crescimento, com isso, aumentam o CMS e, consequentemente, ganho de peso. Outra explicação para essa medida é devido aos caprinos terem seu principal depósito de gordura na cavidade abdominal, estima-se que as vísceras e o abdômen depositam cerca de 50 a 60% da gordura total do corpo desses animais (GRANDE et al., 2003).

Como mostrado na Tabela 5, a variável comprimento corporal (P<0,05), obtida pela distância entre a base da cauda (osso ísquio) e a base do pescoço (face lateral da junção escapulo-umeral), demonstrou interação entre os tratamentos e o período de avaliação, onde, para o tratamento com a inclusão de 50g de gordura inerte obteve-se efeito linear positivo, indicando que nesse tratamento os animais obtiveram uma curva de crescimento corpóreo contínua quando comparamos aos tratamentos controle, 25g, e 75g de gordura inerte encontrou-se resposta quadrática que indica que os animais permaneceram equilibrado para o desenvolvimento de comprimento de corpo.

Essa variável está intimamente relacionados com o desenvolvimento e ganhos de peso dos animais, os quais se encontravam em fase de rápido crescimento promovendo aumento no CMS e dessa variável durante o período estudado. No estudo de Silva et al. (2018) com caprinos leiteiros jovens de raças puras e mestiços (Saanen, Toggenburg, Alpina americana, Parda alpina e Murciana) com o intuito de avaliar as medidas biométricas em relação ao grupo racial, onde aos 63 dias de avaliação obteve os valore médio de 52,32 cm para a variável de comprimento corporal.

 

Tabela 5 –  Interação Tratamento x Período para a medida biométrica Comprimento de Corpo (MG =54,80, CV =14,11 e P =0,0055).
Período/Tratamento
0(A)
25(B)
50(C)
75(D)
P
0
15
30
45
60
49,50
52,20
56,50
56,00
56,50
56,00
51,50
54,50
55,50
56,50
51,00
50,75
57,00
55,25
60,00
53,75
53,00
54,00
55,75
60,50
0,3936
0,9433
0,8462
0,9979
0,6281
P
0,0001
0,0266
0,000
0,0002
A) Y= 49,342857 + 0,318878x – 0,003462x², R2= 95,54%;
B) Y= 55,085714x – 0,147959x + 0,003280x², R2= 52,44%;
C) Y= 50,30 + 0,160714, R2= 80,45%;
D) Y= 53,828571 – 0,123724x + 0,003280x², R2= 99,16%;
Nível de significância (P); Média geral (MG); Coeficiente de variação (CV); Comprimento de corpo (CC); Fonte: VILAÇA (2021).

 

Na Tabela 6, referente ao comportamento ingestivo, observou-se que não houve diferença estatística sobre as variáveis analisadas em relação ao tratamento ou período experimental,  podendo ser explicado pela composição das dietas, onde todas apresentavam a proporção de concentrado:volumoso (70:30).

 

Tabela 6 – Valores encontrados  em função da dieta e durante o comportamento ingestivo no período experimental, em minutos.
Tratamento
ING
RUM
Ocio
Mastigação
0
25
50
75
215,31
191,87
212,5
269,06
268,75
251,25
261,56
220,62
957,81
1001,87
972,18
970,93
484,06
443,12
474,06
489,68
P
0,154
0,3584
0,7261
0,6646
Período
ING
RUM
Ocio
Mastigação
0
21
42
63
219,06
221,56
241,56
206,56
222,5
268,75
267,81
243,12
1004,06
967,81
935,62
995,31
441,56
490,31
509,37
449,68
P
0,1411
0,4147
0,3015
0,2034
CV
19,91
27,15
9,10
19,51
Tempo de ingestão (IGN), Tempo de ruminação  (RUM). Nível de significância (P); Coeficiente de variação (CV); Fonte: VILAÇA (2021).

 

O resultado obtido, 4,17 horas de ruminação está bem próximo ao limite inferior proposto por Van Soest (1994), que é em torno de 8 horas por dia, podendo variar entre 4 e 9 horas. Isto pode estar relacionado ao fato de que estes animais receberam uma dieta que é composta por 70% de concentrado são ricas em carboidratos não fibrosos sendo rapidamente digeridas no rúmen, levando a  redução do estímulo a ruminação. Verificamos que foram gastas em média 3,65 horas/dia com ingestão que é um dado importante que pode ser utilizado para explicar o CMS (Tabela 6), no entanto, ambos não apresentaram diferenças estatísticas em relação aos tratamentos.

O valor médio de 7,87 horas gasto em mastigação foi encontrado com a soma dos valores médios de ruminação e ingestão, e segundo Van Soest (1994), esta atividade é essencial para a produção de saliva, a qual atua no tamponamento ruminal, o que evita distúrbios metabólicos, como a acidose, e também proporciona um excelente pH para os microrganismos ruminais. Enquanto o valor médio gasto em ócio foi de 16,26 horas/dia calculado em função da diferença de tempo dos valores obtidos acima gastos no período de 24h.

 

Conclusão

 

A inclusão de gordura inerte em diferentes níveis na dieta de cabritos mestiços leiteiros, não afetou de forma negativa o desempenho dos animais bem como o comportamento ingestivo.

 

Conflitos de interesse

 

Não houve conflito de interesses dos autores.

 

Contribuição dos autores

 

Lucas Eduardo Gonçalves Vilaça – coleta de dados, interpretação dos resultados e escrita; Marcela Rodrigues de Oliveira – coleta de dados; Marco Túlio Santos Siqueira – coleta de dados e interpretação dos resultados; Luciano Fernandes Sousa – escrita e revisão do texto; Erica Beatriz Schultz – escrita e revisão do texto; Gilberto de Lima Macedo Júnior – ideia original, orientação e correções.

 

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Recebido em 14 de setembro de 2022

Retornado para ajustes em 20 de janeiro de 2024

Recebido com ajustes em 21 de janeiro de 2024

Aceito em 25 de janeiro de 2024