Cólica equina por verminose – relato de caso

Revista Agrária Acadêmica

agrariacad.com

doi: 10.32406/v6n5/2023/27-34/agrariacad

 

Cólica equina por verminose – relato de caso. Equine colic by worms – case report.

 

Flávia Umpierre Bueno1, Sandra Márcia Tietz Marques2, Tainã Kuwer Jacobsen3, Luana Karolczak Franco4

 

1- Médica Veterinária, Hospital de Clínicas Veterinárias – HCV, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Porto Alegre – RS. E-mail: fla_equi@yahoo.com.br
2- Médica Veterinária, Faculdade de Veterinária – FAVET, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Porto Alegre – RS. E-mail: santietz@gmail.com
3- Médica Veterinária, Residente de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais, Hospital de Clínicas Veterinárias – HCV, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. E-mail: tainajacobsen@gmail.com
4- Médica Veterinária, Residente de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais, Hospital de Clínicas Veterinárias – HCV, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. E-mail: luanakarolczak@hotmail.com

 

Resumo

 

O relato descreve o atendimento de um equino no Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O diagnóstico de cólica verminótica foi executado mediante anamnese, sinais clínicos, exames de sangue, fezes e o método de Graham. A análise do sangue mostrou eosinofilia (2223/µL). O exame parasitológico de fezes detectou ovos do tipo Strongyloidea e Oxyuris equi. O método de Graham e a coprocultura evidenciaram ovos de Oxyuris equi e a presença de larvas infectantes (L3) de Strongylus edentatus, Strongylus vulgaris, Trichonema spp. e Gyalocephalus spp., respectivamente. O paciente recebeu terapia medicamentosa, respondeu ao tratamento e obteve alta após seis dias.

Palavras-chave: Cavalo. Dor abdominal. Exame clínico. Parasitos.

 

 

Abstract

 

The report describes the care of an equine at the Veterinary Clinics Hospital of the Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS). The diagnosis of verminotic colic was performed by anamnesis, clinical signs, blood tests, feces and the Graham method. Blood analysis showed eosinophilia (2223/µl). Stool parasitological examination detected Strongyloidea and Oxyuris equi eggs. Graham’s method and coproculture showed eggs of Oxyuris equi and the presence of infecting larvae (L3) of Strongylus edentatus, Strongylus vulgaris, Trichonema spp. and Gyalocephalus spp. respectively. The patient received drug therapy, responded to treatment and was discharged after six days.

Keywords: Horse. Abdominal pain. Clinical examination. Parasites.

 

 

Introdução

 

Os equinos são vulneráveis aos parasitos gastrintestinais, pois levam a quadros de diarreia, cólica, fraqueza, perda de peso, anemia, baixa performance e mortalidade. Os sinais clínicos podem ser inespecíficos ou gerais, entretanto as larvas migratórias de Strongylus vulgaris causam endarterite proliferativa e formação de trombos em cavalos jovens, bem como em potros. Alterações patológicas no sistema circulatório incluem aneurisma e infarto tromboembólico. O principal sinal clínico é a cólica, termo utilizado para descrever a dor de origem abdominal, na maior parte dos casos ocasionada por distúrbios digestivos, e em menor escala devido a distúrbios em outros órgãos da cavidade abdominal. Trata-se de um dos principais casos na rotina da clínica equina.

Porém, as causas da cólica equina são as mais variadas e até que se possa chegar a um diagnóstico, vários parâmetros precisam ser avaliados. O desconforto na região do abdômen provocado pela doença pode ser leve ou intenso e se não for tratado da maneira correta, o animal poderá ir ao óbito. Existem diversos tipos de cólicas, sendo as mais comuns: colite, timpanismo, cólica espasmódica, cólica causada por parasitos, impactação, deslocamento ou torção intestinal. Por se tratar de um dos principais casos na rotina da clínica de cavalos, o médico veterinário deve saber como diagnosticar e como lidar com a enfermidade para evitar maiores problemas com a criação.

Os endoparasitos mais relevantes pertencem às famílias Strongylidae, Trichostrongylidae, Ascarididae e Oxyuridae, com maior destaque patogênico para os grandes estrôngilos (Strongylus vulgaris, S. equinus e S. edentatus), ciatostomíneos (pequenos estrôngilos), Parascaris equorum, Strongyloides westeri, Trichostrongylus axei e Oxyuris equi (MENETRIER et al., 2020). Os ciatostomíneos são os parasitos mais prevalentes e com maior intensidade parasitária em equinos no Brasil, representando de 80-100% da carga parasitária total (BARBOSA et al., 2001; PEREIRA, VIANNA, 2006; MATTOS et al., 2020).

Os animais mais acometidos são aqueles criados a campo, embora equinos estabulados também possam ser parasitados. A literatura registra ainda, que a cólica também pode ser provocada por obstruções por Parascaris equorum, um verme de grande dimensão (25-30 cm), cuja fêmea libera cerca de 200.000 ovos por dia. Estes ovos são resistentes no meio ambiente, podendo permanecer viáveis por anos.

O helminto Oxyuris equi tem distribuição geográfica mundial com variáveis relacionadas principalmente ao manejo e geralmente ocorre em animais estabulados. A fricção da cauda é uma resposta comum ao prurido da região perianal, causado pela atividade de postura da fêmea de O. equi. A infecção por oxiúros não está restrita a nenhuma categoria de idade, embora cavalos historicamente mais jovens sejam mais propensos à infecção. Infecções cutâneas locais e danos à pelagem são as principais consequências da infecção por oxiúros.

O objetivo deste relato é descrever os procedimentos clínicos e laboratoriais executados no atendimento de um cavalo com cólica.

 

Relato do caso

 

Um equino, macho, castrado, raça Crioula, com 15 anos e pesando 440 Kg foi apresentado para consulta em junho de 2023 no Setor de Grandes Animais do Hospital de Clínicas Veterinárias (HCV) da Faculdade de Veterinária (FAVET) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Na anamnese, o proprietário relatou que o cavalo apresentava episódios de abdômen agudo há dois dias. Este animal era criado a campo, apenas sob pastejo e fazia tempo que não era realizada a vermifugação e vacinação. Na propriedade, no dia anterior, foi aplicado flunixin meglumine (1,1 mg/kg) intravenoso (IV) por um veterinário e como o equino não apresentou melhora foi encaminhado ao HCV. No desembarque, foram visualizados nas fezes do paciente vermes esbranquiçados (Figura 1). Os vermes foram coletados em formol 10% e encaminhados ao Laboratório de Helmintoses da FAVET para identificação.

 

Figura 1 – Oxyuris equi (7,5 a 15 cm) no bolo fecal. (Fonte: Bueno, 2023).

 

No exame clínico foi constatada frequência cardíaca de 54 bpm, frequência respiratória de 24 rpm, temperatura retal de 37,8 °C, mucosas rosadas e tempo de preenchimento capilar de dois segundos, motilidade diminuída nos quadrantes direitos e ausente no quadrante ventral esquerdo. Na sondagem nasogástrica observou-se conteúdo gástrico esverdeado, com pH ácido e presença de muito gás. Foi coletado sangue venoso e realizado hematócrito (35%) e proteína plasmática total (8,2 g/dL). Na palpação retal verificou-se conteúdo fecal de consistência normal no ceco e cólon maior esquerdo e poucas sibalas no cólon menor. Foi observada a região cauda desprovida de pelo e “cola de rato” devido ao intenso prurido (Figura 2).

 

Figura 2 -Região da nádega desprovida de pelo e “cola de rato”. (Fonte: Bueno, 2023).

 

O cavalo apresentou desconforto abdominal e foi aplicada uma dose de flunixin meglumine (1,1 mg/Kg, IV). Institui-se a fluidoterapia intravenosa com Ringer Lactato, e água morna pela sonda (5L) para hidratação. Ao longo do dia os parâmetros clínicos do paciente se estabilizaram, assim como sua ausculta.

Na internação, foram coletadas fezes da ampola retal. Foi executado o procedimento da impressão de lâmina de vidro preparada com fita gomada, pelo método de Graham, com a fita em aproximação na volta do ânus e períneo para a pesquisa de O. equi.

O material fecal para o diagnóstico parasitológico foi encaminhado para o Laboratório de Helmintoses da FAVET- UFRGS. As amostras fecais foram submetidas às técnicas de Willis-Mollay, Gordon e Whitlock (OPG) e Roberts e O’Sullivan (coprocultura), segundo Hoffmann (1987).  O OPG é dividido em cinco classes de acordo com a excreção de ovos: (1) <200 OPG, baixa infecção; (2) entre >200 e 500 OPG, infecção leve; (3) entre >500 e 600 OPG, infecção moderada; (4) entre >600 e 1000 EPG alta infecção; (5) >1000 OPG, infecção grave (SCALA et al., 2020).  

A coprocultura é realizada para diferenciar os estrongilídeos, após eclosão dos ovos e  desenvolvimento de larvas de terceiro estágio (L3), em pequenos estrôngilos (L3  <  1000  μm de comprimento com oito ou mais células intestinais),  S. vulgaris (larvas com mais de 1000  μm de comprimento com 28–32 células intestinais bem definidas) e de S. edentatus ( 18-20 células intestinais alongadas e fracamente definidas (ZAJAC; CONBOY, 2006; STANCAMPIANO et al., 2017).

 

Resultados e discussão

           

O exame pela técnica de Willis-Mollay identificou ovos de Strongyloidea e na contagem de ovos por grama (OPG) observou-se uma carga de 6.300 ovos de Strongyloidea e 300 ovos de Oxyuris equi. A carga de OPG correspondeu a infecção grave conforme os parâmetros de Scala et al. (2020). O cavalo recebeu vermífugo, via oral, a base de Doramectina (1,71%) e Praziquantel (21,43%), na dose de 11,7 mg/Kg. Decidiu-se por coletar amostras de fezes e executar o método de Graham até o sexto dia para avaliar a redução da carga parasitária e eficácia do vermífugo. O resultado dos exames é mostrado na Tabela 1. 

 

Tabela 1 – Resultado de exames parasitológicos do cavalo crioulo em internação no Hospital de Clínicas Veterinárias da FAVET/UFRGS em maio de 2023.
Exames parasitológicos
Dia
Willis-Mollay
Gordon e Whitlock (OPG)
Graham
Internação
Strongyloidea/O. equi
6300 Str + 300 O. equi
O. equi
2
Strongyloidea/O. equi
1600 Str + 500 O. equi
O. equi
3
Strongyloidea/O. equi
500 O. equi
O. equi
4
Strongyloidea
700 O. equi
O. equi
5
Strongyloidea/O. equi
200 O. equi
O. equi
6
Ausência de ovos
Ausência de ovos
O. equi

 

O exame da lâmina com fita gomada permaneceu positivo até a sexta coleta (Figura 3).

Também foi coletado sangue venoso da jugular externa para realização de eritrograma, leucograma, uréia e creatinina, cujo resultado apresentou como alteração significativa somente na quantidade de eosinófilos 2232/µL (normal 0-1000/ µL). Neste dia e nos subsequentes, o animal não apresentou mais quadro de dor abdominal e foi monitorado clinicamente.

O resultado da cultura de larvas evidenciou a presença de larvas infectantes (L3) de Strongylus edentatus, Strongylus vulgaris, Trichonema spp. e Gyalocephalus spp.

 

Figura 3 – Ovos de Oxyuris equi (alongados, ovoides, operculados, 45X90 µm) no método de Graham, X10, executado na internação (Fonte: Marques, 2023).

 

O cavalo recebeu alta no sexto dia com todos os parâmetros clínicos normais. E foi recomendada a vermifugação do restante do plantel.

Desde o recebimento do paciente para atendimento veterinário, a suspeita foi de cólica verminótica por helmintos gastrintestinais, haja vista o manejo do paciente a campo e a presença de vermes de forma espontânea nas fezes, embora os espécimes fossem identificados macroscópica e morfologicamente como Oxyuris equi. Para a confirmação dos parasitos liberados com as fezes e identificar a presença de outros helmintos, os exames coprológicos foram executados no dia da internação.

Por ser uma doença que pode levar o cavalo ao óbito, o diagnóstico preciso da cólica equina deve ser realizado rapidamente. Dessa forma, é necessário que o médico veterinário conheça os sinais, histórico do cavalo, as mudanças recentes no manejo alimentar e proceda a exames necessários.

O resultado do exame de sangue mostrou alteração significativa somente na quantidade de eosinófilos 2232/µL (normal 0-1000/µL), concordando com outros relatos (MAWHORTER, 1994; FERREIRA et al., 2014). A eosinofilia é definida como uma contagem absoluta de > 500 eosinófilos por mm3 de sangue periférico. A eosinofilia está associada a muitos distúrbios, limitando sua utilidade como ferramenta de diagnóstico na triagem de expatriados para infecções parasitárias. Além disso, apenas parasitos helmínticos invasivos de tecidos causam eosinofilia, o que limita sua aplicação geral como ferramenta de triagem para infecções parasitárias. Como a eosinofilia pode se resolver espontaneamente ao longo do tempo, o ciclo de vida dos parasitos deve ser considerado ao avaliar pacientes eosinófilos, e exames de fezes repetidos ou sorologia apropriada podem ser necessários para fazer o diagnóstico correto (MAWHORTER, 1994).

A cólica é uma das doenças mais prevalentes e desafiadoras enfrentadas pelos veterinários de equinos. Cerca de 80%-85% dos casos de cólica respondem à terapia médica ou se resolve espontaneamente sem nenhum diagnóstico específico identificado. Cerca de 10% a 15% dos cavalos com cólica anterior apresentarão episódios futuros de dor abdominal. A doença obstrutiva ou estrangulamento que requer intervenção cirúrgica representa aproximadamente 2% a 4% dos casos de cólica. A fatalidade devido à cólica é maior do que qualquer outra causa de morte, exceto velhice e lesões musculoesqueléticas (PROUDMAN, 1992; TINKER et al., 1997).

Os parasitos intestinais têm sido tradicionalmente considerados como uma possível causa de cólica equina, no entanto, a evidência de pequenos estrongilídeos (Cyathostominae) causando distúrbios intestinais não foi claramente demonstrada e a evidência desses parasitos causando cólica em equinos é questionada (DUKTI; WHITE, 2009; REINEMEYER; NIELSEN, 2009). Apenas três parasitismos comuns de cavalos provavelmente se manifestam como cólica: Strongylos vulgaris, Parascaris equorum e Anoplocephala perfoliata (REINEMEYER; NIELSEN, 2009).

A região perianal apresentava indício de massa de ovos de O. equi pois apresentava sujidade com uma substância gelatinosa cujo propósito é aderência da massa de ovos. Os ovos larvados são então transferidos e depositados nos locais onde o cavalo fica estabulado, devido ao prurido, contaminando paredes, cocho e bebedouro. Ao serem ingeridas, as larvas de terceiro estágio se desenvolvem dentro das criptas mucosas do ceco e do cólon ventral, causando irritação da mucosa, assim como as larvas de ciatostomídeos que infectam os mesmos órgãos. Entretanto, é improvável que as larvas de O. equi causem patogenicidade clinicamente significativa como à atribuída aos ciatostomíneos (MATTOS et al., 2020). Os parasitos adultos se alimentam da mucosa do cólon e o impacto clínico da oxiuríase é aparentemente limitado à irritação perianal resultante das atividades de postura de fêmeas grávidas (REINEMEYER; NIELSEN, 2009).

Nenhum anti-helmíntico é 100% eficaz contra oxiúros adultos ou larvas, mas a resistência anti-helmíntica desse nematóide não foi demonstrada até o momento. O uso diário de tartarato de pirantel pode ser um complemento útil para o manejo clínico de problemas persistentes de O. equi (REINEMEYER; NIELSEN, 2009). O tratamento com vermífugo mostrou eficácia contra os estrongilídeos, porém não foi efetivo para a oxiuríase, como mostrado na Tabela 1. O manejo sanitário das instalações, com lavagem dos fômites, paredes de baias e lavagem da região perianal retiraria as massas de ovos aí depositadas, por isso foi recomendada a desverminação do plantel e cuidados de higiene e desinfecção das baias e fômites, além da execução de exames parasitológicos rotineiros para conhecer a realidade do plantel e monitorar principalmente o oxiurídeo.

Entre os estrongilídeos, apenas o estágio larval de S. vulgaris é realmente conhecido por causar a síndrome cólica, consequente ao tromboembolismo e arterite desenvolvidos durante a migração do estágio larval do parasito no hospedeiro (DUNCAN, 1974; REINEMEYER; NIELSEN, 2009).

A presença de lesões arteriais causadas por larvas de S. vulgaris está claramente associada a um aumento da incidência de cólica isquêmica, mas ainda não há estudos que avaliem a infecção por esse parasito como fator de risco para cólicas em equinos. A infecção experimental com larvas de terceiro estágio produz um complexo de doença conhecido como cólica tromboembólica. O mecanismo por trás dessa condição envolve a coagulação ativa enquanto as larvas estão presentes dentro da artéria. A agregação plaquetária resulta na formação de trombos e o suprimento sanguíneo pode ser reduzido em 50% ou mais antes que o intestino seja afetado. S. vulgaris, na sua forma imatura, causa formação de trombos na artéria mesentérica e seus ramos, como relatado por Martins et al. (2001) em uma necrópsia de equino por morte por cólica. Outras explicações para a cólica induzida por S. vulgaris incluem alterações primárias na motilidade intestinal e alterações no controle neurológico local (REINEMEYER; NIELSEN, 2009; WRIGHT, 1972).

Strongylus edentatus é outra grande espécie de estrongilídeo intimamente relacionada com S. vulgaris, mas que segue um padrão migratório sistêmico diferente. Após a ingestão do ambiente, as larvas infectantes penetram no intestino e são transportadas para o fígado. Eles migram temporariamente dentro dos tecidos hepáticos, mas finalmente se movem para o retroperitônio e a cavidade peritoneal e passam vários meses crescendo e se desenvolvendo nesses locais. Embora a cólica não tenha sido associada especificamente à migração de S. edentatus, o exame pós-morte de cavalos infectados frequentemente revela intensa inflamação local ao redor das larvas em migração, caracterizada por hemorragia, edema, congestão e inchaço. A recomendação para tratamento e manejo é semelhante ao de S. vulgaris (REINEMEYER; NIELSEN, 2009).

Os parasitos intestinais não são de fato uma patologia única, indistinta e uniforme, e os resultados obtidos por pesquisas de Proudman (1999) e, recentemente, por Nielsen et al. (2016), concluíram que tentar entender se os parasitos causam cólicas genericamente não é sensato ou útil na prática.

Prognosticar a sobrevida em cavalos com cólica é desafiador devido ao número de doenças e processos fisiopatológicos que podem causar o comportamento. Embora o tratamento de cavalos com cólica tenha melhorado drasticamente ao longo dos anos, a letalidade ainda pode ser alta devido ao atraso no reconhecimento do problema, ao atraso inerente ao recebimento de atendimento veterinário e à falta de tratamento eficaz para as doenças mais graves (NIELSEN et al., 2016).

O gerenciamento intensivo de casos de cólicas e os casos de cirurgia para alguns animais podem ser caros e desgastantes emocionalmente para os proprietários; portanto, o prognóstico preciso é fundamental para as decisões quanto ao gerenciamento do caso (DUKTI; WHITE, 2009). Entretanto o gerenciamento do manejo sanitário e a execução de exames parasitológicos ao menos duas vezes por ano é de custo baixo e de resposta rápida.

 

Conclusões

 

A eosinofilia apresentada pelo paciente correspondeu a uma verminose grave por nematódeos intestinais da superfamília Strongyloidea.

O tratamento anti-helmíntico a base de Doramectina e Praziquantel foi efetivo para estrongilídeos, com negativação de ovos nas fezes no sexto exame parasitológico.

A leitura da lâmina pelo método de Graham evidenciou uma grande quantidade de ovos de Oxyuris equi que se manteve presente mesmo após o tratamento.

Mesmo não sendo o tipo mais comum, os veterinários devem levar em consideração no diagnóstico diferencial de abdômen agudo a cólica verminótica. 

 

Conflito de interesse

 

Não houve conflito de interesse.

 

Contribuição dos autores

 

Flávia U. Bueno fez o atendimento clínico, coletas de material para exames e todos os procedimentos durante a internação do animal e relatou o caso. Sandra M. T. Marques fez todos os exames parasitológicos, escrita e revisão de literatura, formatação do artigo e revisão. A residente Tainã K. Jacobsen fez o atendimento clínico e participou dos cuidados clínicos durante a internação. Luana K. Franco executou as coletas de fezes e participou dos cuidados clínicos da internação.

 

Referências bibliográficas

 

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ZAJAC, A. M.; CONBOY, G. A. Veterinary Clinical Parasitology. 7th ed. Ames, Iowa, USA: Blackwell Publishing Professional, p. 25, 2006.

 

 

 

Recebido em 2 de setembro de 2023

Aceito sem ajustes em 3 de novembro de 2023

Manejo da nutrição mineral e doenças de plantas – uma revisão

Revista Agrária Acadêmica

agrariacad.com

doi: 10.32406/v6n5/2023/10-26/agrariacad

 

Manejo da nutrição mineral e doenças de plantas – uma revisão. Mineral nutrition management and plant diseases – a review.

 

Roneres Deniz Barbosa1, Jânia Lília da Silva Bentes2, Ana Francisca Tiburcia Amorim Ferreira e Ferreira3

 

1- Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Agronomia Tropical, Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Manaus, Amazonas, Brasil. E-mail: roneresbarbosa@gmail.com
2- Docente. Faculdade de Ciências Agrárias – FCA, Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Manaus, Amazonas, Brasil. E-mail: jlbentes@ufam.edu.br
3- Docente. Faculdade de Ciências Agrárias – FCA, Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Manaus, Amazonas, Brasil. E-mail: ana.tiburcia@gmail.com

 

Resumo

 

As doenças de plantas são responsáveis por reduções significativas na produção agrícola. A capacidade da planta para expressar resistência a um determinado fitopatógeno é fortemente afetada pela nutrição mineral. Os mecanismos que levam a essas mudanças induzidas por nutrientes minerais no desenvolvimento das doenças são complexos e incluem efeitos diretamente sobre o patógeno, o hospedeiro e o ambiente. Na presente revisão, são apresentados estudos sobre o efeito dos macro e micronutrientes na intensidade de doenças de plantas, mostrando a necessidade do entendimento dessa interação para o correto estabelecimento de medidas integradas de manejo.

Palavras-chave: Resistência. Patossistemas. Equilíbrio nutricional.

 

 

Abstract

 

Plant diseases are responsible for significant reductions in agricultural production. The ability of the plant to express resistance to a given phytopathogen is strongly affected by mineral nutrition. The mechanisms leading to these mineral nutrient-induced changes in disease development are complex and include effects directly on the pathogen, the host and the environment. In the present review, studies on the effect of macro- and micronutrients on plant disease intensity are presented, showing the need for understanding this interaction for the correct establishment of integrated management measures.

Keywords: Resistance. Pathosystems. Nutritional balance.

 

 

Introdução

 

As plantas são frequentemente expostas a uma gama de fitopatógenos que representam uma ameaça ao seu crescimento e desenvolvimento (SUN et al., 2020). Esses microrganismos alteram o metabolismo celular das plantas hospedeiras, e por meio de enzimas, toxinas e reguladores de crescimento, causam doenças nas mais variadas espécies (LEITE et al., 2020). As doenças de plantas são importantes ameaças ao desenvolvimento agrícola e à segurança alimentar global (YIN; QIU, 2019). Acarretam reduções significativas na produção que podem variar de 10 a 16% nas colheitas globais a cada ano, custando cerca de US $220 bilhões de prejuízos (SAVARY et al., 2019; RISTAINO et al., 2021).

O manejo de doenças de plantas compreende, em primeira instância, medidas preventivas e incluem principalmente práticas culturais, como o uso de cultivares resistentes a doenças e rotação de culturas (COLLINGE et al., 2019). Na prática, o controle químico das doenças é uma das medidas mais utilizadas, principalmente quando se objetiva o controle rápido e preciso (CAMERA et al., 2019). Apesar de eficiente, a divergência do uso do controle químico tem sido alimentada pela preocupação pública com a toxicidade e impacto ambiental, o desenvolvimento de patógenos resistentes, a crescente proibição de pesticidas e a diminuição do registro de novos ingredientes ativos (RAYMAEKERS et al., 2020).  No manejo atual de doenças de plantas, é necessária uma abordagem integrada, combinando as melhores tecnologias e práticas disponíveis (ESSE et al., 2019).

A interação entre plantas e microrganismos patogênicos é complexa e influenciada por múltiplos fatores como a nutrição mineral de plantas, que constitui uma importante ferramenta no manejo integrado de doenças (SPANN; SCHUMANN, 2010; SUN et al., 2020; CHOWDHURY et al., 2022). Os efeitos dos nutrientes no crescimento e no rendimento das culturas são usualmente explicados pelas funções que eles exercem no metabolismo das plantas (HUBER et al., 2012). Entretanto, a nutrição também pode ter efeitos secundários, muitas vezes imprevisíveis, induzindo mudanças no crescimento, na morfologia e anatomia das plantas ou na composição química, o que pode aumentar ou diminuir a resistência ou tolerância das plantas aos patógenos (MARSCHNER, 2012; CABOT et al., 2019).

Plantas adequadamente nutridas, geralmente, apresentam maior capacidade de estabelecer barreiras de defesa, por outro lado, quando as plantas estão em situação de desequilíbrio nutricional (deficientes ou excessivamente nutridas), podem se tornar predispostas à infecção (VILELA et al., 2022). Além disso, vários nutrientes têm efeitos específicos nas doenças de plantas, tornando importante conhecer a função de cada nutriente, no metabolismo e nos mecanismos de patogênese (CHOWDHURY et al., 2022). Através da compreensão das interações das doenças com os nutrientes, os efeitos na planta, patógeno e ambiente podem ser efetivamente modificados para melhorar o manejo. O presente artigo de revisão apresenta informações sobre o efeito dos nutrientes minerais essenciais no manejo de doenças de plantas.

 

Desenvolvimento

 

A coleta de dados ocorreu entre os meses de janeiro a março de 2023. Os artigos foram selecionados por meio de base de dados: Portal de Periódicos Capes, Scielo, Science Direct, Wiley Online Library, Redalyc e Agris FAO, utilizando os seguintes descritores: “Nutrição mineral de plantas e resistência a doenças”, “absorção de nutrientes pelas plantas” e “efeito dos nutrientes no manejo de doenças de plantas”.

Para compor essa revisão foram selecionados artigos que abordavam o efeito dos nutrientes minerais essenciais no manejo de doenças de plantas. Além disso, foram excluídos os artigos que tratavam de outros nutrientes não essenciais, bem como aqueles que não relatavam com clareza o efeito dos macro e micronutrientes no manejo de doenças de plantas.

 

Efeito dos macro e micronutrientes sobre doenças de plantas

 

Os nutrientes essenciais são classificados como macro ou micronutrientes, de acordo com suas concentrações relativas nos tecidos vegetais (LEIGH, 2016). Os macronutrientes são aqueles consumidos em maiores quantidades e incluem nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S), enquanto os micronutrientes são consumidos e utilizados em menores quantidades e incluem ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn), cobre (Cu), boro (B), molibdênio (Mo), níquel (Ni) e cloro (Cl) (PANDEY, 2015). A absorção e o transporte destes minerais nas plantas podem ser afetados pelas interações com patógenos, pragas e plantas parasitárias (WALTERS, 2015).

 

Nitrogênio

 

O nitrogênio (N) é um nutriente essencial para o crescimento e desenvolvimento vegetal, e as plantas cultivadas absorvem como nitrato (NO3) ou amônio (NH4+), e para leguminosas, também via fixação simbiótica de N (MURATORE et al., 2021). Nos tecidos vegetais, o N é um nutriente constituinte de compostos essenciais como aminoácidos, amidas, ácidos nucleicos, nucleotídeos, coenzimas, clorofila, citosina e auxina (TAIZ; ZEIGER, 2017).

É o nutriente absorvido em maior quantidade pela maioria das plantas e seus teores nas folhas podem alcançar até 50 g.kg-1. Como resultado de sua deficiência ocorre redução no crescimento e perfilhamento das plantas e uma aceleração da senescência. Por ser um nutriente de alta mobilidade na planta, os sintomas surgem nas folhas mais velhas, apresentando clorose generalizada (TAIZ; ZEIGER, 2017).

Embora os produtores estejam atentos à importância da aplicação de fertilizantes nitrogenados para o rendimento das culturas, a maioria não reconhece o papel que o N pode desempenhar no aumento ou inibição de doenças (ELMER; DATNOFF, 2014). O efeito do N sobre as doenças de plantas é amplamente relatado. De modo geral, esse nutriente aumenta a incidência de doenças, como observado para ferrugem do feijão-fava (Vicia faba), causado pelo patógeno Uromyces viciae (GUO et al., 2021). Estes autores avaliaram o efeito de quatro níveis de N (N0= 0 kg há−1, N1= 45 kg há−1, N2 = 90 kg há−1 e N3= 135 kg há−1) na severidade da ferrugem e, observaram que a severidade aumentou significativamente com o aumento dos níveis de N. O aumento significativo na severidade da doença foi explicado pelo crescimento mais vigoroso da planta e estrutura melhorada da copa da planta, que resultou em microclima favorável para o patógeno (GUO et al., 2021). 

Outras doenças como a ferrugem do trigo (Puccinia striiformis f. sp. tritici) e brusone do arroz (Magnaporthe oryzae) apresentaram maior intensidade com a adubação nitrogenada (HUANG et al., 2017; DEVADAS et al., 2014; BALLINI et al., 2013; MA et al., 2019). Nesses estudos, onde o N aumentou a intensidade de doenças, o crescimento promovido nas plantas forneceu tecidos mais suculentos e maior concentração de aminoácidos (glutamina, glutamato, alanina, e ácido γ-aminobutírico (GABA), o que favoreceu o desenvolvimento dos fitopatógenos (DEVADAS et al., 2014; SUN et al., 2020).

No entanto, há relatos de diminuição da intensidade de doenças induzidas por fertilizantes nitrogenados. Por exemplo, Veromann et al. (2013) observaram que as plantas de colza (Brassica napus), quando adubadas com maiores doses de N (100-160 kg.ha-1), tiveram significativamente menos lesões da doença mancha escura causada por Alternaria brassicae. Os autores associaram a redução da mancha escura à presença de compostos que podem ter atividade antifúngicas, como monoterpenos, voláteis de folhas verdes e ácido acético produzidos em níveis mais altos com dosagens de N aumentadas.

Além de considerar apenas doses de N, alguns estudos demonstraram que a intensidade de doenças pode ser influenciada pelas formas (nitrato-NO3 e amônio- NH4+) com que o N é absorvido (WALTERS; BINGHAM, 2007). De maneira geral, a forma amoniacal NH4+, favorece o desenvolvimento de patógenos. Zhou et al. (2017) conduziram ensaios hidropônicos para investigar os efeitos de diferentes formas de N (NH4+ vs. NO3) e níveis de suprimento (baixo: 1 mM e alto: 5 mM) na murcha de fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. cucumerinum) do pepino (Cucumis sativus). À medida que o fornecimento de N aumentou, o índice de doenças das plantas nutridas com nitrato (NO3) diminuiu significativamente (alcançando 8% na última avaliação), enquanto nas plantas nutridas com amônio (NH4+) aumentou acentuadamente, com mais de 80% no mesmo período de avaliação. Essa maior resistência promovida pelo NO3 está relacionada a uma redução na síntese de ácido fusárico, que é a principal toxina fúngica produzida por esse fitopatógeno, e que desempenha papel vital no desenvolvimento da murcha de fusarium. A forma NH4+ induziu a produção dessa toxina e proporcionou maior índice de doença (ZHOU et al., 2017).

Metabolicamente, a forma amoniacal aumenta o teor de açúcar apoplástico e aminoácidos, bem como GABA (ácido gama-aminobutírico), aumentando assim a disponibilidade de nutrientes para o patógeno invasor (GUPTA et al., 2017). Já o nitrato, aumenta a produção de poliaminas (espermina e espermidina), que são sinais de defesa estabelecidos (SILVA et al., 2019).

A escolha da fonte de N, depende também do patógeno presente na área. Por exemplo, para a murcha de verticillium (Verticillium dahliae) e a podridão radicular (Rhizoctonia solani) em batata (Solanum tuberosum), os dois patógenos sobrevivem no solo, no entanto, quando se aplica N na forma de amônio (NH4+) há redução da murcha de verticillium e aumento da intensidade de rhizoctonia. E o contrário é observado quando se aplica N na forma de nitrato (NO3), ou seja, aumenta a incidência da murcha e reduz a podridão radicular (HUBER; WATSON, 1974).

O efeito de cada forma de N sobre as doenças está associado ao pH do solo. A absorção de NH4+ pelas raízes acidifica, enquanto a absorção de NO3alcaliniza a rizosfera. Assim, as doenças que aumentam na presença de amônio são geralmente mais severas em solos com pH ácido, enquanto aquelas que são aumentadas pelo nitrato são mais severas em solos com pH neutro a alcalino (DEBONA, 2021). Isso demonstra que a interação é específica para o tipo de nutriente, o hospedeiro, patógeno e ambiente (KATAN, 2009).

É relatado também uma interação entre os níveis de N nas plantas e a incidência de doenças, de acordo com o tipo de parasitismo do patógeno (biotrófico ou necrotrófico) (ZAMBOLIM et al., 2012). Altas doses de N podem aumentar principalmente a incidência de doenças causadas por patógenos biotróficos, como os causadores das ferrugens e oídios, enquanto o resultado oposto ocorre com necrotróficos (FAGARD et al., 2014). Os patógenos biotróficos são limitados ao N disponível no apoplasto ou na matriz haustorial e, portanto, a adubação nitrogenada por promover maior acúmulo de açúcares solúveis nessa região, favorece esses patógenos (WALTERS; BINGHAM, 2007). Por outro lado, os patógenos necrotróficos precisam matar a célula hospedeira, através da produção de toxinas ou enzimas antes de assimilar quaisquer nutrientes e, portanto, pode se tornar mais desafiador matar o tecido do hospedeiro quando os hospedeiros estão mais bem nutridos (SUN et al., 2020).

O efeito do N no manejo de doenças é geralmente indireto, ou seja, através de práticas facilmente modificadas, que afetam a quantidade e a forma de disponibilização de N para as culturas.  Zambolim et al. (2012) sugerem algumas estratégias para fortalecer o manejo de N para esse propósito, como um programa de fertilização balanceado, de forma que os outros nutrientes essenciais possam complementar os efeitos do N. Além disso, o N deve ser aplicado adequadamente para evitar o fornecimento excessivo ou deficiência. E por fim, modificar as condições de ambiente (pH, umidade) para influenciar a forma predominante de N.

 

Fósforo

 

O fósforo (P) é absorvido pelas raízes preferencialmente na forma de ácido ortofosfórico (H2PO4) e logo é inserido nos processos metabólicos. Apesar dos importantes processos as quais o P está envolvido, quase sempre é o macronutriente encontrado em menor quantidade nos tecidos vegetais, variando de 1,0 a 10 g.kg-1 (ZAMBOLIM et al., 2012). Sintomas característicos da deficiência de P incluem atrofia da planta e coloração verde-escura das folhas e necrose (TAIZ; ZEIGER, 2017).

O P é constituinte de muitas moléculas celulares, como ácido desoxirribonucleico (DNA), ácido ribonucleico (RNA), trifosfato de adenosina (ATP), e também está envolvido em muitos processos metabólicos que ocorrem tanto na planta quanto no patógeno (TRIPATHI et al., 2022). O ATP (adenosina trifosfato), no qual o P é componente chave, desempenha papel importante na resposta de defesa. As plantas são capazes de detectar e responder ao ATP extracelular durante a infecção do patógeno, e dessa forma pode ser considerado como uma molécula sinalizadora para a ativação das respostas de defesa vegetal (TANAKA et al., 2014; CAO et al., 2014).

O efeito do P sobre as doenças de plantas é variável, havendo relatos de redução e aumento da intensidade de doenças (DEBONA, 2021). Na década de 1980 foi demonstrado que o P na forma de fosfatos dibásico e tribásico, poderiam exercer um efeito direto na resistência das plantas, induzindo proteção sistêmica contra a antracnose (Colletotrichum lagenarium) em pepino (Cucumis sativus), devido ao sequestro de cálcio apoplástico, alterando a integridade da membrana e influenciando a atividade de enzimas como poligalacturonases (GOTTSTEIN; KUC, 1989).

A indução de resistência mediada por fosfato em Cucumis sativus está associada à morte celular localizada, precedida por uma rápida geração de superóxido e peróxido de hidrogênio e aumento nos níveis de ácido salicílico livre e conjugado após a aplicação de fosfato (OROBER et al., 2002). Em plantas de cevada (Hordeum vulgare), a indução de resistência ao patógeno Blumeria graminis f. sp. hordei mediada por fosfato, foi associada ao aumento da atividade de fenilalanina amônia-liase (PAL), peroxidase e lipoxigenase (MITCHELL; WALTERS, 2004).

Outro estudo realizado em casa de vegetação, para o manejo da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) em plantas de soja (Glycine max), mostrou que o P (na forma de superfosfato triplo) diminuiu a taxa e a progressão da doença (de 0,42 para 0,29) à medida que o P nas plantas aumentou de 8,4 mg dm−3 para 170,0 kg há −1 (BALARDIN et al., 2006).

Embora um efeito benéfico do P na defesa de plantas contra doenças tenha sido observado, o inverso também é relatado.  Em plantas de bananeira (Musa spp.), seis doses de P foram aplicadas ao solo (0, 40, 60, 80, 100 e 120 kg há-1 de P2O5) para avaliar a incidência do mal-do-Panamá (F. oxysporum f. sp. cubense).  Os dados revelaram o aumento do número de plantas infestadas à medida que se elevaram as doses de P2O5 (BOLFARINI et al., 2015). Altas doses de P podem afetar a disponibilidade de outros nutrientes no solo, particularmente o Zn, interferindo de forma indireta na resistência de plantas a doenças (BOLFARINI et al., 2015). O Zn interfere no mecanismo de resistência da planta, pois é fundamental na síntese de triptofano, precursor do ácido indolacético que induz a produção de tilose e completa a resistência da bananeira ao mal-do-Panamá (SAMPAIO et al., 2012).

Luo et al. (2021) revelaram que plantas de algodão (Gossypium hirsutum) deficientes de fosfato mostraram-se mais resistentes à murcha de verticillium causada por Verticillium dahliae. Um estudo transcriptômico e a coloração histoquímica evidenciaram que a via fenilpropanóide que normalmente incluem lignina e flavonoides, é ativada na deficiência de fosfato,  e o algodão deficiente em fosfato acumula uma série de flavonoides antifúngicos (naringenina, rutina, dihidroquercetina e luteolina) que contribuiu para o aumento da resistência a V. dahliae.

A disponibilidade de P é fortemente influenciada pelo pH do solo. Em solos ácidos, o elemento reage com óxidos de Al, Fe e Mn, o que reduz o P disponível. Em solos alcalinos, o P reage com Ca, o que também limita a disponibilidade de P. Portanto, a manutenção de uma faixa de pH adequada torna-se primordial para maximizar a quantidade de P disponível e a sanidade radicular (DEBONA, 2021).

 

Potássio

 

O potássio (K) é o segundo elemento encontrado em maior quantidade nos tecidos vegetais, variando de 10 a 40 g.kg-1. O primeiro sintoma visível da deficiência de K é a clorose em manchas ou marginal, que depois evolui para necrose, com maior ocorrência nas margens e ápices foliares, e entre as nervuras (PINHEIRO et al., 2011; TAIZ; ZEIGER, 2017). O K aumenta a espessura da parede em células da epiderme, promove rigidez de tecidos e regula o funcionamento dos estômatos (MARSCHNER, 2012). Além das funções osmóticas nas células (movimentos estomáticos, extensão celular), o K é um importante ativador enzimático nos processos de fotossíntese, respiração, síntese de proteínas e transporte de carboidratos (TAIZ; ZEIGER, 2017).

A aplicação de K na forma de cloreto de potássio (KCl) reduziu significativamente a ocorrência de nematoides do cisto (Heterodera glycines) em duas áreas de campo cultivadas com soja (Glycine max) (GAO et al., 2018). Nas doses de 60 kg/ha-1 e 120 kg/ha-1 houve uma redução significativa da doença quando comparadas aos tratamentos sem adubação. A redução da doença foi associada ao aumento da exsudação radicular de ácidos fenólicos (ácidos cinâmico, ferúlico e salicílico) e a expressão das enzimas polifenoloxidase e fenilalanina-amônia-liase que podem suprimir o patógeno H. glycines.

Apesar de o K ser frequentemente associado à redução da intensidade de doenças de plantas, esse efeito não pode ser generalizado, pois pode variar em função da sua disponibilidade no solo e da interação com outros nutrientes (PINHEIRO et al., 2011). A severidade da brusone (Magnaporthe oryzae) no arroz (Oryza sativa) é baixa quando há uma alta relação K:N no tecido foliar, enquanto uma baixa relação K:N aumenta a doença (KATAN, 2009). O desequilíbrio entre N e K provoca o acúmulo de açúcares solúveis, ácidos orgânicos, aminoácidos e amidas nos tecidos vegetais, que favorecem o desenvolvimento de organismos patogênicos e comprometem a síntese de metabólitos secundários, aumentando a susceptibilidade do hospedeiro (MARSCHNER, 2012; VILELA et al., 2022).

Doses crescentes de K (até 4 mmol L−1) podem levar a diminuição da curva de severidade de cercosporiose (Cercospora coffeicola) em cafeeiro (Coffea arabica) quando há suprimento de Ca. Entretanto, o aumento de K, com deficiência de Ca, favorece a incidência da doença. Estes nutrientes estão fortemente relacionados à defesa contra patógenos, principalmente porque promovem a resistência das paredes celulares e tecidos (MARSCHNER, 2012; TAIZ et al., 2017). 

Assim como outros nutrientes minerais, práticas como aplicação de K suficiente para suprir a planta, aplicação em época adequada e uso de cultivares eficientes na absorção de K são importantes para melhorar o manejo deste nutriente, aumentar a produção das culturas e reduzir a intensidade de doenças (KATAN, 2009; ZAMBOLIM et al., 2012).

 

Cálcio, magnésio e enxofre

 

O Cálcio (Ca) tem um papel crítico na divisão e no desenvolvimento celular, na estrutura da parede celular e na formação da lamela média (ELMER; DATNOFF, 2014). Os sintomas característicos da deficiência de cálcio incluem a necrose de regiões meristemáticas, como os ápices de raízes ou de folhas jovens, nas quais a divisão celular e a formação de paredes celulares são mais rápidas (TAIZ; ZEIGER, 2017). Um dos exemplos mais antigos do efeito do Ca no manejo de doenças é o controle da hérnia das crucíferas (Plasmodiophora brassicae) através da calagem, praticado há mais de 200 anos (STRUCK et al., 2022). A aplicação de calcário (4,5 t ha-1) foi tão eficiente quanto baixas doses de calcário associadas ao fungicida pentacloronitrobenzeno (PCNB) no controle da hérnia das crucíferas (ANDERSON et al., 1976).

O Ca pode afetar a intensidade das doenças de plantas porque contribui para a estabilidade de membranas; assim, sob baixos teores de Ca, há aumento do efluxo (saída) de compostos de baixo peso molecular (glicose, sacarose, aminoácidos) do citoplasma celular para o apoplasto, favorecendo os fitopatógenos (MARSCHNER, 2012). Muitos fungos e bactérias fitopatogênicas invadem os tecidos, produzindo enzimas pectinolíticas extracelulares, como a poligalacturonase, a qual dissolve a lamela média das plantas hospedeiras. A atividade dessa enzima é drasticamente inibida pela presença de cálcio (MARSCHNER, 2012).

Arfaoui et al. (2018) realizaram um tratamento prévio nos folíolos de soja (Glycine max) com uma formulação de Ca 48 horas antes da inoculação com um isolado de Sclerotinia sclerotiorum altamente agressivo. O tratamento reduziu em 50% o tamanho da lesão provocada pelo patógeno (ARFAOUI et al., 2018). Em solução nutritiva, o aumento na concentração de Ca de 0,26 para 5 nM aumentou a concentração de Ca no tecido foliar de 1,3 para 4,1% e reduziu a severidade da brusone do trigo (Pyricularia oryzae) de 37 para 8%.

O Ca pode atuar também como um mensageiro secundário e consequentemente, desempenha um papel em muitas reações enzimáticas envolvidas nos mecanismos de defesa das plantas (HUBER; JONES, 2013; HUBER et al., 2012). Nas interações Triticum aestivumP. oryzae e Glycine max S. sclerotiorum, o Ca intensifica o acúmulo de espécies reativas de oxigênio, a expressão de genes de defesa das rotas dos ácidos salicílico e jasmônico e dos fenilpropanoides (quitinase, β-1,3-glucanase, fenilalanina amônia liase, peroxidase e polifenol oxidase) bem como o acúmulo de fitoalexinas (DEBONA et al., 2017; ARFAOUI et al., 2018).

O magnésio (Mg) é importante na fotossíntese como um constituinte da clorofila. Os íons magnésio (Mg2+) atuam na ativação de enzimas envolvidas na respiração e na síntese de DNA e RNA (TAIZ; ZEIGER, 2017). Um sintoma característico da deficiência de Mg é a clorose entre as nervuras foliares, ocorrendo, primeiro, em folhas mais velhas, devido a mobilidade desse cátion (TAIZ; ZEIGER, 2017). O papel do Mg em estimular ou minimizar o desenvolvimento de fitopatógenos não tem sido tão extensivamente estudado quanto o de outros macronutrientes. Entretanto, o magnésio pode reduzir ou não a intensidade de doenças, dependendo da interação patógeno-hospedeiro (HUBER; JONES, 2013).

Moreira et al. (2013) observaram que o aumento na concentração de Mg em solução nutritiva de 0,25 para 4 mM aumentou a atividade de enzimas de defesa (quitina e β-1,3-glucano), potencializando a resistência do arroz (Oryza sativa) à mancha parda (Bipolaris oryzae). Em outro estudo, El Sharkawy et al. (2022) verificaram que a pulverização de carbonato de magnésio (MgCO3) a 3% reduziu a severidade do míldio (Plasmopara viticola) em videiras (Vitis vinifera) em 84,9% , e a superexpressão de alguns genes (JERF3 , POD , GLU , PR1 e CHI II) relacionados à defesa em nas plantas foi registrada em resposta a este tratamento.

Por outro lado, para a doença  huanglongbing (HLB ou greening), causada pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas), o fornecimento de 900 mg/L de sulfato de magnésio (MgSO4) aumentou a incidência de HLB de 18,3 para 53,9% (BASSANEZI et al., 2023). O MgSO4 fornecido às plantas, contribuiu para a colonização bacteriana dentro da árvore cítrica, essas bactérias se movem principalmente em direção aos tecidos foliares recém desenvolvidos, colonizam esses tecidos e os sintomas são expressos (RAIOL-JUNIOR et al., 2021).

O enxofre (S) é absorvido pelas raízes na forma de sulfato (SO42-) e distribuído, principalmente não metabolizado, por toda a planta (MARSCHNER, 2012). É um constituinte de coenzimas e vitaminas, como coenzima A, S, adenosilmetionina, biotina, vitamina B1 e ácido pantotênico, que são essenciais para o metabolismo vegetal (TAIZ; ZEIGER, 2017).

O S tem um impacto significativo no desenvolvimento de doenças fúngicas, por exemplo, quando o sulfato de potássio (K2SO4) na dose de 0, 25 e 50 kg. há−1 foi aplicado ao solo, houve redução da incidência de oídio (Uncinula necator) em tubérculos de batata (Solanum tuberosum) (KLIKOCKA et al., 2015). O S inibe a respiração dos fungos e por meio dos seus produtos de redução, interfere na síntese de proteínas e forma quelatos com metais pesados na célula do fungo (ZAMBOLIM et al., 2012).

Cao et al. (2021) avaliaram o efeito de nanopartículas de enxofre elementar para o manejo da murcha de fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici) em plantas de tomate (Solanum lycopersicum) e observaram redução significativamente na incidência da doença em 47,6%.  A eficácia do controle da doença como o enxofre nanoparticulado foi 1,43 vezes maior do que o fungicida hymexazol disponível comercialmente. A aplicação desse tratamento em plantas de tomate ativou a via de resistência sistêmica adquirida dependente de ácido salicílico em raízes e brotos, com subsequente regulação positiva da expressão de genes relacionados à patogênese e relacionados à antioxidase (regulada positivamente em 11–352%) e aumento da atividade e conteúdo de biomoléculas relacionadas à doença (aumentada em 5–49%) (CAO et al., 2021).

 

Micronutrientes

 

Uma das principais funções dos micronutrientes é catalisar ou servir como cofator de enzimas envolvidas em diferentes reações metabólicas. O metabolismo do fenol e a biossíntese da lignina, na via metabólica do ácido chiquímico, são exemplos de produtos de defesa sintetizados que requerem boro (B), zinco (Zn), manganês (Mn) e outros minerais essenciais para a função enzimática (MEENA et al., 2017).

O ferro (Fe), é um elemento essencial para a maioria dos organismos vivos, como componentes de enzimas envolvidas na transferência de elétrons (TAIZ; ZEIGER, 2017), e os fitopatógenos competirão com seus hospedeiros pela aquisição desse elemento (KIEU et al., 2012). Um dos principais efeitos do Fe em doenças de plantas é através de sideróforos, compostos de baixo peso molecular secretados por microrganismos que são capazes de sequestrar Fe e reduzir sua disponibilidade para outros microrganismos na rizosfera (EXPERT, 2007).

A análise da capacidade de 2.150 bactérias (Proteobacteria, Bacteroidetes, Planctomycete, Patescibacteria, Actinobacteria, Acidobacteria e Firmicutes) de suprimir a bactéria fitopatogênica Ralstonia solanacearum, mostrou que membros do microbioma rizosférico com sideróforos inibidores de crescimento suprimiram o patógeno in vitro, bem como em solos naturais e em casa de vegetação, e conferiram resistência em plantas de Solanum lycopersicum (GU et al., 2020). Para o mal-do-trigo causado por Gaeumannomyces graminis var. tritici, o sulfato de ferro (FeSO₄) reduziu a severidade de 89 para 53%, sendo considerado uma ótima alternativa para a supressão da doença (GHADAMKHEIR et al., 2020).

O zinco (Zn) também está associado à defesa da planta contra fitopatógenos (CABOT et al., 2019). A severidade da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), foi reduzida 78,0% quando o sulfato de zinco (ZnSO4) com a dose de 0,22 ml. L−1, foi fornecido em solução nutritiva (PÉREZ et al., 2020). A nutrição de Zn também tem efeitos pronunciados nas doenças das raízes. Na cultura do tomateiro (Solanum lycopersicum) doenças causadas pelos patógenos M. phaseolina, F. solani e R. solani foram todas reduzidas pelo aumento das concentrações de Zn no solo (SIDDIQUI et al., 2002).

Plantas deficientes em Zn apresentam baixos níveis de superóxido dismutase e, portanto, levam a peroxidação dos lipídios da membrana, além da perda da integridade e aumento da sua permeabilidade, facilitando a colonização por fitopatógenos. O Zn em concentrações adequadas na planta, protege as células vegetais de radicais oxigenados tóxicos e desempenha um papel importante na produção de proteínas de sinalização e ativação de resposta de defesa (ELMER; DATNOFF, 2014). Wang et al. (2017) estudando a função do envolvimento de uma proteína de ligação ao Zn (TaRAR1) na defesa do trigo (Triticum aestivum) contra a infecção do patógeno da ferrugem (Puccinia striiformis f. sp. tritici), verificaram que essa proteína confere resistência da planta ao patógeno, por meio de explosão oxidativa mediada por ácido salicílico (SA) e resposta de hipersensibilidade promovida com o envolvimento de TaRAR1.

O cobre (Cu) é absorvido pela planta na forma de Cu2+ ou através de quelatos, podendo ser absorvido através dos tecidos foliares, quando aplicado via pulverização. O Cu participa de vários processos fisiológicos, incluindo fotossíntese, respiração, distribuição de carboidratos, redução e fixação de N, metabolismo de proteínas e da parede celular, além de influenciar a permeabilidade dos vasos do xilema à água e a produção de DNA e RNA (DEBONA, 2021).

O Cu tem um longo histórico de uso como pesticida. A calda bordalesa foi um dos primeiros fungicidas empregados na agricultura, originalmente usado no controle do míldio da videira (Plasmopara viticola). Outros compostos, chamados de compostos fixos de cobre, foram desenvolvidos mais tarde para uso na agricultura. Esses compostos incluem o óxido, hidróxido e oxicloreto de Cu e têm sido empregados no controle de diversas doenças como mancha de cercospora (Cercospora beticola) em beterraba (Beta vulgaris), pinta preta (Alternaria solani) e requeima (Phytophthora infestans) em batata (Solanum tuberosum) e, mais recentemente, no controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) da soja (G. max) em combinação com fungicidas sítio-específicos (DEBONA, 2021).

A melhor evidência do efeito do Cu na resistência da planta hospedeira à doença pode ser observada nos casos em que o Cu é aplicado no solo, e reduz a infecção foliar, como é evidente para oídio (Blumeria graminis) no trigo (Triticum aestivum) e esporão do centeio (Claviceps purpurea) (EVANS et al., 2007). O sulfato de cobre, aplicado no solo na dose de 0,30 g, reduziu em 13,49% a severidade da ferrugem da bainha (Rhizoctonia solani) em arroz (Oryza sativa) (KHAING et al., 2014). O Cu tem sido amplamente utilizado como fungicida, mas as quantidades necessárias são pelo menos 10-100 vezes maiores do que as requeridas nutricionalmente pelas plantas para corrigir a deficiência de Cu no solo (HUBER et al., 2012).

O Boro (B) desempenha um papel estrutural na célula vegetal, tanto na parede celular quanto na membrana plasmática (WANG et al., 2015; SHIREEN et al., 2018). A importância do B na resistência de plantas a patógenos está relacionado ao efeito do elemento na síntese de lignina e compostos fenólicos (DEBONA, 2021). A fertilização com B reduziu a infecção por Xanthomonas campestris pv. campestris em couve-flor (Brassica oleracea), Sclerospora graminicola em milheto (Pennisetum glaucum), Rhizoctonia solani em feijoeiro (Vigna radiata) e Plasmodiophora brassicae em Brassica spp. (STANGOULIS; GRAHAM, 2007). Em geral, a deficiência de B leva à suscetibilidade e a incapacidade da planta em sintetizar lignina e compostos fenólicos necessários para inibir a colonização de fitopatógenos. Quando o B é fornecido ocorre a supressão da doença (ELMER; DATNOFF, 2014).

O B também tem está associado a disponibilidade e absorção de outros nutrientes, conforme observado em plantas de algodão (Gossypium hirsutum) onde um aumento na absorção e translocação de P, N, K, Zn, Fe e Cu nas folhas, gemas e sementes foi observado após a aplicação de B (AHMED et al., 2011). O ácido bórico (0,4%) aplicado em solução nutritiva combinado com 6,0% de potássio reduziu a ferrugem do café em 90 % (VASCO et al., 2018).

O cloro (Cl) é encontrado nas plantas como o íon cloreto (Cl), pode ser requerido para a divisão celular em folhas e raízes. Plantas deficientes apresentam murcha nos ápices foliares, seguida por clorose e necrose generalizada e as folhas podem também exibir crescimento reduzido (TAIZ; ZEIGER, 2017). Em contraste, o excesso de Cl sob condições de salinidade induz graves disfunções fisiológicas que dificultam a produção (GEILFUS, 2018). A severidade da podridão da raiz causada por Gaeumannomyces graminis var. tritici foi diminuída no trigo de inverno em resposta à fertilização com Cl (GEILFUS, 2018). Isto foi relacionado a uma mudança induzida por Cl no potencial hídrico da planta à medida que o crescimento do patógeno diminui com o declínio do potencial hídrico (KWAK; WELLER, 2013).

Quanto ao manganês (Mn), a função mais bem definida deste nutriente está na reação fotossintética mediante a qual o oxigênio (O2) é produzido a partir da água (TAIZ; ZEIGER, 2017). A disponibilidade de Mn no solo é influenciada mais fortemente pelo pH e atividade microbiana do solo, por este motivo, micróbios do solo, especialmente bactérias e fungos têm um efeito profundo na ciclagem do Mn e na sua disponibilidade para a absorção de plantas (ELMER; DATNOFF, 2014).

A severidade da ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) foi reduzida 52,3 % quando o sulfato de manganês (MnSO4), na dose de 0,25 mg. L−1, foi fornecido em solução nutritiva (PÉREZ et al., 2020). A redução na severidade da doença foi associada ao aumento dos níveis de polifenoloxidase, peroxidase e fenóis totais de folhas de cafeeiro, compostos importantes associados à resistência a doenças a patógenos biotróficos, como H. vastatrix.

O molibdênio (Mo), tem sua principal função no metabolismo do nitrogênio, mais precisamente na ativação da enzima nitrato redutase (ELMER; DATNOFF, 2014). Além dessa, existem mais de 50 enzimas diferentes conhecidas que necessitam de Mo, principalmente os fitohormônios e os processos que envolvem o metabolismo de N (RANA et al., 2020). A aplicação de Mo (1 L. há-1) foi eficiente na redução da severidade da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na cultura da soja (G. max) (GASPARIN et al., 2012). Uma menor severidade (4,57%) foi registrada em comparação com o tratamento controle (5,68%), sendo promissor sua utilização no controle alternativo dessa doença.

O efeito fitotóxico do Mo foi registrado por Silveira et al. (2021). O Mo aplicado no sulco de plantio da soja inoculada com bactérias do gênero Bradyrhizobium (espécies japonicum e elkanii) teve efeito significativo no número de nódulos nas raízes. Na dose de 0 ml.há-1 (Testemunha), as plantas apresentaram maiores números de nódulos (60 a 180) em relação aos outros tratamentos (125 mL.ha-1; 250 mL.ha-1; 375 mL.ha-1; 500 mL.ha-1) que não apresentaram nodulação, mostrando o efeito tóxico de Mo para as bactérias Bradyrhizobium.

O níquel (Ni), é considerado um micronutriente essencial para as plantas por ser componente chave de enzimas incluindo urease, superóxido dismutase, monóxido de carbono desidrogenase e RNase (LIU et al., 2020). O Ni está envolvido no sistema antioxidante vegetal e na resposta da planta ao estresse (FABIANO et al., 2015). Einhardt et al. (2020) investigaram o efeito do tratamento foliar com sulfato de níquel (7,2 ml por planta de NiSO4) na potencialização da resistência ao patógeno causador da ferrugem asiática (P. pachyrhizi) em uma cultivar de soja (TMG 13). A severidade da doença diminuiu em 35% nas plantas tratadas com NiSO4. Esse nutriente teve um efeito benéfico na potencialização das respostas de defesa principalmente por estimular a expressão dos genes CHI1B1, PAL, PR-1A e URE e a atividade de β-1,3-glucanase, além de aumentar a produção de lignina.

 

Considerações finais

 

O efeito dos nutrientes sobre a intensidade de doenças pode ser variável de acordo com o patossistema e o ambiente, podendo reduzir ou acentuar a incidência e/ou a severidade. O efeito de que cada nutriente desempenha na supressão de doenças de plantas deve ser visto de forma holística devido às inúmeras interações que ocorrem. A nutrição mineral quando manejada corretamente, pode ser utilizada em um programa de manejo integrado de doenças de plantas.

 

Conflitos de interesse

 

Não houve conflito de interesses dos autores.

 

Contribuição dos autores

 

Roneres Deniz Barbosa – redação do texto; Jania Lilia da Silva Bentes – ideia original, orientação, correções e revisão do texto; Ana Francisca Tiburcia Amorim Ferreira e Ferreira – correções e revisão do texto.

 

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Recebido em 21 de agosto de 2023

Retornado para ajustes em 6 de outubro de 2023

Recebido com ajustes em 9 de outubro de 2023

Aceito em 19 de outubro de 2023