Revista Agrária Acadêmica
doi: 10.32406/v8n4/2025/131-142/agrariacad
Desempenho de cultivares de soja nas condições edafoclimáticas do município de Turuçu, Rio Grande do Sul. Performance of soybean cultivars under edaphoclimatic conditions in the municipality of Turuçu, Rio Grande do Sul.
Mariano Peter
1, Márcio Peter
2, Gabrielli Fernandes Rodrigues
3, Benhur Schwartz Barbosa
3, Luciana Dallegrave Schroeder
3, Tiago Zanatta Aumonde
4, Tiago Pedó
4
1- Engenheiro Agrônomo – Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – Universidade Federal de Pelotas – UFPEL, Campus Capão do Leão/RS – Brasil. E-mail: mariano.peter@hotmail.com
2- Engenheiro Agrônomo – Mestrando da Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Sementes – Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – Universidade Federal de Pelotas – UFPEL, Campus Capão do Leão/RS – Brasil. E-mail: marcio.peter@yahoo.com.br
3- Discente da Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Sementes – Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – Universidade Federal de Pelotas – UFPEL, Campus Capão do Leão/RS – Brasil. E-mails: gabrielli.frodrigues@outlook.com, benhursb97@outlook.com, dallegrave.lu@gmail.com
4- Docente do Curso de Graduação em Agronomia e Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Sementes – Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – Universidade Federal de Pelotas – UFPEL, Campus Capão do Leão/RS – Brasil. E-mails: tiago.aumonde@gmail.com, tiago.pedo@gmail.com
Resumo
A soja possui uma importância significativa economicamente para o Brasil, ocupando 46 milhões de hectares. Há uma ampla diversidade de variedades disponíveis no mercado, e a pesquisa é essencial para a seleção das cultivares mais adequadas à determinada região. Objetivou-se avaliar o desempenho das cultivares de soja e determinar quais cultivares se adaptam de maneira mais eficaz às condições edafoclimáticas do município de Turuçu, Rio Grande do Sul. Foram utilizados 14 cultivares de soja 5700, 6299, 15B70, 66I68, Delta, Valente, Ícone, 15B29, 15B40, 580, 611, 16B17, 26B12 e 622. O experimento foi conduzido na safra agrícola de 2022 a 2023, com quatro repetições seguidas de um esquema fatorial de 14 cultivares de soja. As variáveis analisadas consistiram nas avaliações referente a altura da planta (AP), diâmetro do colmo (DC), número de ramificações (NR), número de nós (NN), legumes com semente na haste principal (L1HP, L2HP, L3HP, L4HP), legume com semente na haste secundária (L1HS, L2HS, L3HS, L4HS), peso de mil sementes na haste principal (PMS HP), peso de mil sementes na haste secundária (PMS HS), peso de mil sementes total (PMS T), rendimento na haste principal (REND HP), rendimento na haste secundária (REND HS) e rendimento total (REND T). A análise estatística foi conduzida por meio do teste de Tukey, estabelecendo um nível de significância de 5% de probabilidade para a avaliação dos resultados. A cultivar Valente destacou-se devido aos maiores valores de PMS e rendimento, sendo considerada a mais adequada às condições edafoclimáticas para a região.
Palavras-chave: Clima. Glycine max. Produtividade. Solo.
Abstract
Soybeans have significant economic importance for Brazil, occupying 45.2 million hectares. There is a wide range of varieties available on the market, and research is essential for selecting the most suitable cultivars for a given region. The objective was to evaluate the performance of soybean cultivars and determine which cultivars adapt most effectively to the edaphoclimatic conditions of the municipality of Turuçu, Rio Grande do Sul. 14 soybean cultivars 5700, 6299, 15B70, 66I68, Delta, Valente, Ícone, 15B29, 15B40, 580, 611, 16B17, 26B12 and 622 were used. The experiment was conducted in the 2022 to 2023 agricultural harvest, with four replications followed by a factorial scheme of 14 soybean cultivars. The variables analyzed consisted of evaluations regarding plant height (AP), stem diameter (DC), number of branches (NR), number of nodes (NN), vegetables with seeds on the main stem (L1HP, L2HP, L3HP, L4HP ), vegetable with seed on the secondary stem (L1HS, L2HS, L3HS, L4HS), weight of one thousand seeds on the main stem (PMS HP), weight of one thousand seeds on the secondary stem (PMS HS), weight of one thousand total seeds (PMS T ), yield on the main stem (REND HP), yield on the secondary stem (REND HS) and total yield (REND T). Statistical analysis was conducted using the Tukey test, establishing a significance level of 5% probability for evaluating the results. The Valente cultivar stood out due to the highest PMS and yield values, being considered the most suitable for the edaphoclimatic conditions for the region.
Keywords: Climate. Glycine max. Productivity. Soil.
Introdução
A soja (Glycine max (L.) Merrill) é uma planta dicotiledônea da família Fabaceae, cuja origem se estende da região central da China até o leste da Ásia, com os primeiros registros do cultivo dessa cultura no Brasil datando de 1882, na Bahia, e, ao longo do tempo, a soja se disseminou por todo o território nacional, sendo introduzida no Rio Grande do Sul a partir de 1914 (PETER, 2020; MELLO; BRUM, 2021). Conforme destacado por Rigo (2015), os derivados da soja são amplamente utilizados na alimentação humana, com um aumento constante em seu consumo, atuando como uma fonte de proteína capaz de substituir ou complementar a dieta de pessoas com intolerâncias ou que optam por não ingerir carne e laticínios, além de representar um elemento proteico significativo em rações para animais e poder ser empregado na extração de óleo e na fabricação de combustíveis.
A área destinada à cultura abrange 46 milhões de hectares, com uma produção de aproximadamente 147,3 milhões de toneladas e uma produtividade estimada de 3.202 kg/ha, e de acordo com os dados da safra 2023-2024, uma parte significativa desse volume é destinada à exportação (CONAB, 2024), consolidando-se como a principal commodity de origem agrícola produzida no Brasil (EMBRAPA, 2021).
As inovações no cultivo e a implementação de novas tecnologias de produção estão diretamente associadas ao elevado volume de soja atualmente produzido, sendo a adaptabilidade dos genótipos a diferentes ambientes e épocas de semeadura um fator que impacta significativamente o rendimento das lavouras (PETER, 2020; BRANQUINHO et al., 2014). Diversos fatores podem influenciar os componentes de rendimento, como a ocorrência de doenças, a incidência de insetos-praga, condições climáticas desfavoráveis, alterações no regime hídrico, variações no fotoperíodo e a intensidade da radiação solar (DORNELES, et al. 2020; OLIVEIRA et al., 2022).
Os fatores que influenciam o rendimento da soja, incluindo a densidade de plantas por área, a quantidade de legumes por planta, o número de grãos por legume e o peso de mil grãos, resultam de uma interação complexa entre características genéticas e condições ambientais (LIMA; PELUZIO, 2015). Conforme mencionado por Balbinot Junior et al. (2018), os fatores mais importantes da plasticidade fenotípica que favorecem a compensação de rendimento nas plantas de soja, são a presença de vagens na haste principal e nas ramificações. Ademais, o cultivo em ambientes desfavoráveis pode impactar o potencial produtivo de uma cultura, portanto, é essencial analisar quais genótipos se adaptam de maneira mais eficaz às diversas condições de cultivo (CRUZ et al., 2014).
No cenário atual, há uma ampla diversidade de variedades de soja disponíveis no mercado, e, nesse contexto, a pesquisa desempenha um papel essencial na escolha adequada do material, considerando o ciclo de desenvolvimento com base no grupo de maturação e no tipo de crescimento das cultivares (PEREIRA et al., 2015). Materiais que demonstram maior adaptação tendem a apresentar os níveis mais elevados de produtividade, conforme o genótipo e sua interação com as variações ambientais (PEREIRA, 2021). Por conseguinte, o estudo teve como objetivo avaliar o desempenho das cultivares de soja e determinar quais cultivares se adaptam de maneira mais eficaz às condições edafoclimáticas do município de Turuçu, Rio Grande do Sul.
Material e métodos
O experimento foi conduzido na safra agrícola nos anos de 2022 a 2023, no município de Turuçu pertencente ao Estado do Rio Grande do Sul, sob as coordenadas de latitude 31°27’49” S e longitude de 52°11’41” O à sete metros de altitude. O solo é classificado como Planossolo Háplico Eutrófico Solódico (EMBRAPA, 2013). Conforme classificado por Köppen, o clima é subtropical úmido (Cfa).
Para a realização do experimento, foram utilizadas 14 cultivares de soja (5700, 6299, 15B70, 66I68, Delta, Valente, Ícone, 15B29, 15B40, 580, 611, 16B17, 26B12, 622), conduzido em faixas. As avaliações ocorreram em parcelas subdivididas, com quatro repetições, seguindo um esquema fatorial de 14 cultivares de soja, semeadas na primeira quinzena de novembro. Cada parcela foi constituída por uma cultivar com 12 linhas de 30 metros, utilizando-se espaçamento de 0,5 metros, descartando-se 1 metro nas laterais a fim de evitar o efeito de bordadura. Foram coletadas quatro repetições de 1 metro para cada cultivar, sendo a colheita realizada manualmente.
O solo foi corrigido em conformidade com as exigências da cultura, com a semeadura realizada de forma mecanizada e a adubação de base efetuada, sendo aplicado 300 kg por ha-1 de N-P-K na formulação 03-21-21. As sementes foram inoculadas com um inoculante que contém Bradyrhizobium elkani e japonicum, e o manejo fitossanitário, voltado ao controle de doenças, pragas e plantas daninhas, foi realizado em conformidade com as diretrizes estabelecidas para a cultura da soja.
As variáveis analisadas no experimento consistiram na avaliação da altura de planta (AP), diâmetro do colmo (DC), número de ramificações (NR), número de nós (NN), legumes com uma semente na haste principal (L1HP), legumes com duas sementes na haste principal (L2HP), legumes com três sementes na haste principal (L3HP), legumes com quatro sementes na haste principal (L4HP), legume com uma semente na haste secundária (L1HS), legumes com duas sementes na haste secundária (L2HS), legumes com três sementes na haste secundária (L3HS), legumes com quatro sementes na haste secundária (L4HS), peso de mil sementes na haste principal (PMS HP), peso de mil sementes na haste secundária (PMS HS), peso de mil sementes total (PMS T), rendimento na haste principal (REND HP), rendimento na haste secundária (REND HS) e rendimento total (REND T).
Para a avaliação da altura das plantas (AP), utilizou-se uma régua milimétrica para as medições, enquanto o diâmetro do colmo (DC) foi determinado com o auxílio de um paquímetro. O peso de mil sementes na haste principal (PMS HP), o peso de mil sementes na haste secundária (PMS HS) e o peso total de mil sementes (PMS T) foram avaliados a partir da massa de oito repetições de 100 sementes, cuja média foi obtida e multiplicada por 10 (MAPA, 2009). Para a determinação do rendimento na haste principal (REND HP), rendimento na haste secundária (REND HS) e rendimento total (REND T), foram coletados 1 metro linear em quatro repetições, e os resultados foram convertidos para kg por hectare (kg.ha⁻¹).
Para a avaliação do número de ramificações (NR), número de nós (NN), legumes com um semente na haste principal (L1HP), legumes com duas sementes na haste principal (L2HP), legumes com três sementes na haste principal (L3HP), legumes com quatro sementes na haste principal (L4HP), legumes com uma semente na haste secundária (L1HS), legumes com duas sementes na haste secundária (L2HS), legumes com três sementes na haste secundária (L3HS) e legumes com quatro sementes na haste secundária (L4HS), foram efetuadas contagens de forma manual.
A análise estatística foi conduzida por meio do teste de Tukey, estabelecendo um nível de significância de 5% de probabilidade para a avaliação dos resultados.
Resultados e discussão
As cultivares de soja avaliadas apresentaram diferenças significativas em relação à altura das plantas, diâmetro do colmo, número de ramificações e número de nós reprodutivos (Tabela 1).
Tabela 1 – Resumo da análise de variância para as variáveis altura de planta (AP), diâmetro do colmo (DC), número de ramificações (NR) e número de nós (NN) em diferentes cultivares de soja.
Quadrados Médios |
|||||
F.V. |
G.L. |
AP |
DC |
NR |
NN |
Cultivar |
13 |
635,632* |
0,020* |
2,644* |
3,221* |
Blocos |
3 |
9,492 |
0,005 |
0,464 |
1,213 |
Resíduo |
39 |
16,139 |
0,009 |
0,567 |
1,001 |
Média |
9,92 |
0,92 |
4,01 |
12,28 |
|
C.V. (%) |
4,05 |
10,18 |
18,78 |
8,15 |
|
F.V. = fator de variação; G.L. = graus de liberdade; C.V. = coeficiente de variação; * = significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.
Ao realizar a análise comparativa entre as cultivares (Tabela 2), observa-se que a cultivar Brasmax Icone se destacou pela maior altura (125,30 cm) em relação às demais. No entanto, esse maior valor de altura não representa uma vantagem para essa cultivar, uma vez que a altura ideal para as plantas de soja deve situar-se entre 60 e 110 cm, a fim de facilitar a colheita mecanizada e evitar o acamamento das plantas (NEUMAIER et al., 2021). Considerando essa recomendação, as cultivares Donmario 66i68, Brasmax Valente e BASF ST 611 também apresentaram valores de altura (AP) consideradas desvantajosas. O valor da altura das plantas (AP) é um parâmetro essencial na seleção de uma cultivar a ser implantada em uma determinada região (GARCIA, 2021), uma vez que esse parâmetro exerce influência direta sobre o rendimento dos grãos (GOMES et al., 2017).
Tabela 2 – Altura de planta (AP), diâmetro do colmo (DC), número de ramificações (NR) e número de nós (NN) em diferentes cultivares de soja.
Cultivares |
AP (cm) |
DC (cm) |
NR |
NN |
Nidera 5700 |
89,88DEF |
0,81AB |
3,78ABC |
12,46ABC |
Nidera 6299 |
104,18BC |
0,87AB |
2,80C |
12,54ABC |
BASF CZ 15B70 |
83,2383,23FF |
1,01AB |
4,46ABC |
13,21ABC |
Donmario 66i68 |
110,30B |
0,94AB |
3,31BC |
12,95ABC |
Brasmax Delta |
102,27BC |
1,05ª |
4,55ABC |
12,60ABC |
Brasmax Valente |
112,16B |
0,92AB |
3,69BC |
11,93ABC |
Brasmax Icone |
125,30A |
0,91AB |
2,81C |
13,67BC |
BASF CZ 15B29 |
96,17CD |
0,93AB |
3,16BC |
13,72A |
BASF CZ 15B40 |
85,39EF |
0,85AB |
3,86ABC |
11,06C |
BASF ST 580 |
94,79CDE |
0,81B |
4,52ABC |
11,10C |
BASF ST 611 |
111,65B |
1,00AB |
5,60A |
11,77ABC |
BASF CZ 16B17 |
97,25CD |
0,92AB |
4,56ABC |
11,15BC |
BASF CZ 26B12 |
95,75CD |
0,88AB |
4,84BC |
11,97ABC |
BASF ST 622 |
81,11F |
0,96AB |
4,19ABC |
11,75ABC |
Média seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si à 5% de probabilidade pelo teste de Tukey; C.V. = coeficiente de variação.
Esse maior valor para a altura das plantas (AP) deve ser considerado uma característica da cultivar, uma vez que o Centro Sul Especialista em Sementes (2024) destaca que a cultivar Brasmax Icone é caracterizada como porte médio a alto, com hábito de crescimento indeterminado. As cultivares Brasmax Delta e BASF ST 580 apresentaram, respectivamente, os maiores (1,05 cm) e os menores (0,81 cm) valores de diâmetro do colmo (DC). De acordo com Martins et al. (2020), ressalta-se que o valor do diâmetro do colmo é amplamente influenciado pelas características intrínsecas de cada cultivar de soja.
Conforme apontado por Torres et al. (2015), o número de ramificações das plantas de soja pode variar entre dois e sete. Verifica-se que, entre todas as cultivares analisadas, os valores de ramificações situam-se dentro desse intervalo, com a cultivar BASF ST 611 se destacando por apresentar a maior quantidade de ramificações. De acordo com Zanon et al. (2015), a capacidade de emissão de ramificações nas plantas de soja é determinada pelo tipo de cultivar utilizada.
Em consonância com Marin et al. (2015), para assegurar elevadas produtividades, o sojicultor deve investir em um manejo adequado da lavoura para maximizar o número de nós por planta. Ademais, a Nutrição de Plantas Ciência e Tecnologia (NPCT, 2024) ressalta que o número de nós varia em função da cultivar, das condições ambientais e das práticas culturais adotadas.
Na avaliação do número de sementes nos legumes, tanto na haste principal quanto nas hastes secundárias, foi identificada uma diferença significativa entre as cultivares analisadas (Tabela 3).
Tabela 3 – Resumo da análise de variância para as variáveis legumes com 1 semente na haste principal (L1HP), legumes com 2 sementes na haste principal (L2HP), legumes com 3 sementes na haste principal (L3HP), legumes com 4 semente na haste principal (L4HP), legume com 1 semente na haste secundária (L1HS), legumes com 2 sementes na haste secundária (L2HS), legumes com 3 sementes na haste secundária (L3HS) e legumes com 4 sementes na haste secundária (L4HS) em diferentes cultivares de soja.
Quadrados Médios |
|||||||||
F.V. |
G.L. |
L1HP |
L2HP |
L3HP |
L4HP |
L1HS |
L2HS |
L3HS |
L4HS |
Cultivar |
13 |
8,373* |
73,431* |
98,99* |
0,300* |
8,022* |
77,039* |
300,206* |
0,123* |
Blocos |
3 |
0,247 |
3,532 |
6,046 |
0,045 |
3,490 |
57,676 |
142,395 |
0,038 |
Resíduo |
39 |
0,671 |
6,194 |
7,288 |
0,060 |
1,882 |
19,751 |
43,482 |
0,031 |
Média |
4,33 |
14,85 |
16,79 |
0,24 |
3,78 |
15,36 |
16,32 |
0,11 |
|
C.V. (%) |
18,93 |
16,76 |
26,08 |
100,4 |
36,24 |
28,93 |
40,40 |
162,61 |
|
F.V. = fator de variação; G.L. = graus de liberdade; C.V. = coeficiente de variação; * = significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.
Na Tabela 4, verifica-se que a cultivar Donmario 66i68 apresentou os resultados mais elevados para legumes com uma semente e para aqueles com duas sementes na haste principal. Para os legumes com três e quatro sementes na haste principal, as cultivares Nidera 5700 e BASF CZ 15B29 destacaram-se, apresentando os maiores resultados, respectivamente.
Tabela 4 – Legumes com 1 semente na haste principal (L1HP), legumes com 2 sementes na haste principal (L2HP), legumes com 3 sementes na haste principal (L3HP) e legumes com 4 semente na haste principal (L4HP) em diferentes cultivares de soja.
Cultivares |
L1HP |
L2HP |
L3HP |
L4HP |
Nidera 5700 |
3,54CD |
13,73BCD |
25,34A |
0,16B |
Nidera 6299 |
4,75BCD |
15,92BC |
18,32BCD |
0,52AB |
BASF CZ 15B70 |
3,478CD |
15,18BCD |
23,08AB |
0,47AB |
Donmario 66i68 |
8,10ª |
27,33ª |
6,65F |
0,07B |
Brasmax Delta |
5,06BC |
17,98B |
22,55ABC |
0,13B |
Brasmax Valente |
4,89BC |
15,35BCD |
14,46DE |
0,07B |
Brasmax Icone |
2,80D |
15,22BCD |
18,96ABCD |
0,11B |
BASF CZ 15B29 |
4,51BCD |
14,97BCD |
17,95BCD |
0,98A |
BASF CZ 15B40 |
3,02CD |
11,63CD |
15,79CDE |
0,47AB |
BASF ST 580 |
4,08BCD |
12,56BCD |
12,88DEF |
0,22B |
BASF ST 611 |
3,06CD |
9,12D |
18,15BCD |
0,14B |
BASF CZ 16B17 |
2,75D |
10,24CD |
14,82DE |
0,03B |
BASF CZ 26B12 |
4,80BCD |
14,16BCD |
15,14DE |
0,02B |
BASF ST 622 |
2,79B |
14,51BCD |
10,93EF |
0,04B |
Média seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si à 5% de probabilidade pelo teste de Tukey; C.V. = coeficiente de variação.
Referente à Tabela 5, constata-se que a cultivar BASF CZ 26B12 obteve o maior valor para legumes com uma semente na haste secundária, enquanto a cultivar Brasmax Delta apresentou o maior valor para legumes com duas sementes na haste secundária. Em relação aos legumes com três e quatro sementes na haste secundária, as cultivares BASF ST 611 e BASF CZ 15B29 destacaram-se, apresentando os maiores valores, respectivamente. De acordo com Zuffo et al. (2018), o número de grãos por legumes constitui um fator fundamental na determinação da produtividade da lavoura. A literatura científica estabelece uma média de 2,5 grãos por vagem como parâmetro representativo para a soja (OLIVEIRA, 2017).
Tabela 5 – Legumes com 1 semente na haste secundária (L1HS), legumes com 2 sementes na haste secundária (L2HS), legumes com 3 sementes na haste secundária (L3HS) e legumes com 4 sementes na haste secundária (L4HS) em diferentes cultivares de soja.
Cultivares |
L1HS |
L2HS |
L3HS |
L4HS |
Nidera 5700 |
2,57BC |
10,02B |
17,84ABCD |
0,12ABC |
Nidera 6299 |
2,37BC |
10,24B |
8,97CD |
0C |
BASF CZ 15B70 |
3,74ABC |
18,58AB |
30,32BCD |
0,48AB |
Donmario 66i68 |
4,00ABC |
18,57AB |
3,78D |
0,04BC |
Brasmax Delta |
5,72BC |
23,53ª |
25,21BCD |
0,07BC |
Brasmax Valente |
3,68ABC |
14,82BC |
11,22CD |
0,03C |
Brasmax Icone |
2,52BC |
11,21B |
12,24CD |
0,12ABC |
BASF CZ 15B29 |
3,50BC |
14,57AB |
15,80BCD |
0,54A |
BASF CZ 15B40 |
1,91C |
9,19B |
9,35CD |
0,02C |
BASF ST 580 |
3,84ABC |
14,32AB |
8,37D |
0C |
BASF ST 611 |
3,97ABC |
19,82AB |
33,70A |
0,09BC |
BASF CZ 16B17 |
2,96BC |
13,09AB |
18,18ABCD |
0C |
BASF CZ 26B12 |
7,11ª |
20,22AB |
20,42ABCD |
0C |
BASF ST 622 |
5,13ABC |
16,86AB |
13,14CD |
0,02C |
Média seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si à 5% de probabilidade pelo teste de Tukey; C.V. = coeficiente de variação.
Conforme apontado por Macalli (2021), o número de grãos por vagem é um parâmetro intrínseco à planta e, em geral, não é afetado pelo manejo. Por outro lado, Barzotto e Richart (2020) associam o número de grãos por vagem à disponibilidade do hormônio auxina, tanto no embrião quanto no endosperma da semente.
Enfatiza-se que as variações observadas no número de grãos por vagem nas Tabelas 4 e 5 podem ser atribuídas ao fato de que as diferentes cultivares reagem de formas distintas às condições ambientais. Conforme salientado pela NPTC (2024), cada cultivar apresenta características morfológicas, estruturais e de rendimento que a diferenciam.
Em relação aos parâmetros peso de mil sementes na haste principal, peso de mil sementes na haste secundária, peso de mil sementes total, rendimento na haste principal, rendimento na haste secundária e rendimento total, observou-se uma diferença significativa entre as cultivares analisadas (Tabela 6).
Tabela 6 – Resumo da análise de variância para as variáveis peso de mil sementes na haste principal (PMS HP), peso de mil sementes na haste secundária (PMS HS), peso de mil sementes total (PMS T), rendimento na haste principal (REND HP), rendimento na haste secundária (REND HS) e rendimento total (REND T) em diferentes cultivares de soja.
F.V. |
G.L. |
Quadrados Médios |
|||||
|
|
|
PMS HP |
PMS HS |
PMS T |
REND HP |
REND HS |
REND T |
Cultivar |
13 |
2302,573* |
1960,507* |
2091,52* |
385,323* |
198,887* |
414,72* |
Blocos |
3 |
4,939 |
13,338 |
3,610 |
14,46 |
76,286 |
71,410 |
Resíduo |
39 |
25,830 |
15,702 |
14,475 |
38,50 |
45,104 |
119,420 |
Média |
182,65 |
176,03 |
179,34 |
46,11 |
38,73 |
84,84 |
|
C.V. (%) |
2,78 |
2,25 |
2,12 |
13,46 |
17,34 |
12,88 |
|
F.V. = fator de variação; G.L. = graus de liberdade; C.V. = coeficiente de variação; * = significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.
O peso de mil sementes é um parâmetro amplamente utilizado para a adequação da densidade populacional em uma lavoura (GABBI et al., 2019), enquanto o rendimento representa um indicador econômico essencial, uma vez que revela a margem de lucro do produtor em um determinado cultivo (MOZZAQUATRO, 2017). O valor do peso de mil sementes (PMS) para a cultura da soja varia entre 140 e 220 g (NASCIMENTO, 2022). Na Tabela 7, verifica-se que os valores de PMS obtidos para as cultivares analisadas, situam-se dentro desse intervalo.
Tabela 7 – Peso de mil sementes na haste principal (PMS HS), peso de mil sementes na haste secundária (PMS HS), peso de mil sementes total (PMS T), rendimento na haste principal (REND HP), rendimento na haste secundária (REND HS) e rendimento total (REND T) em diferentes cultivares de soja.
Cultivares |
PMS HP |
PMS HS |
PMS T |
REND HP |
REND HS |
REND T |
Nidera 5700 |
148,84G |
152,10I |
150,47I |
39,86CD |
30,09AB |
69,95B |
Nidera 6299 |
176,21D |
177,22EF |
176,72E |
54,52ABC |
29,92AB |
84,44AB |
BASF CZ 15B70 |
159,45EFG |
147,15I |
153,40HI |
43,38CD |
46,76A |
90,14AB |
Donmario 66i68 |
207,81B |
189,95CD |
198,88BC |
63,29A |
34,11AB |
97,39AB |
Brasmax Delta |
169,69DEF |
157,08HI |
163,39FG |
38,14D |
46,49A |
84,62AB |
Brasmax Valente |
225,39A |
210,88A |
218,14A |
60,61AB |
45,16A |
105,77A |
Brasmax Icone |
216,01AB |
211,91A |
213,96A |
60,25AB |
35,61AB |
95,86AB |
BASF CZ 15B29 |
191,84C |
192,21BC |
192,02CD |
44,33CD |
35,12AB |
79,45AB |
BASF CZ 15B40 |
192,26C |
181,10DE |
186,68D |
45,63BCD |
25,40B |
71,03B |
BASF ST 580 |
206,91B |
200,68B |
203,79B |
46,15BCD |
38,90AB |
85,05AB |
BASF ST 611 |
168,70DEF |
164,02GH |
166,36FG |
32,09D |
41,08AB |
73,17B |
BASF CZ 16B17 |
164,09DEF |
156,19HI |
160,14GH |
36,76D |
44,80A |
81,55AB |
BASF CZ 26B12 |
158,23FG |
155,65HI |
156,94GHI |
42,74CD |
44,61A |
87,35AB |
BASF ST 622 |
171,71DE |
168,28FG |
170,00EF |
37,88D |
44,16A |
82,04AB |
Média seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si à 5% de probabilidade pelo teste de Tukey; C.V. = coeficiente de variação; PMS = gramas (g); Rendimento = sacas por hectare (sc/ha).
Embora a cultivar Donmario 66i68 tenha demonstrado um menor número de grãos por vagem, com a maioria dos legumes apresentando duas sementes, seu rendimento total foi estatisticamente superior ao da cultivar BASF ST 611, que apresentou uma predominância de legumes com três sementes. Este resultado indica que o valor de peso de mil sementes (PMS) exerceu uma influência mais significativa no rendimento dos grãos em comparação ao número de grãos por vagem.
O 12º levantamento da safra de 2023 a 2024 realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB, 2024) indicam um rendimento médio nacional para a soja de 3.202 kg ha⁻¹, o que corresponde a 53,37 sacas por hectare. Em contrapartida, no estado do Rio Grande do Sul, conforme os dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA, 2024), o rendimento médio observado foi de 2.084 kg ha⁻¹, equivalente a apenas 33,10 sacas por hectare. De acordo com a Conab (2024), apesar das condições climáticas adversas observadas no Rio Grande do Sul, os resultados podem ser considerados satisfatórios, dado que as lavouras contaram com um bom suprimento hídrico durante a maior parte do ciclo. Embora fortes precipitações tenham sido registradas no final da colheita, essas não foram suficientes para impedir que o estado apresentasse uma recuperação nas produtividades em comparação com as duas safras anteriores. Constata-se, contudo, que as condições climáticas não tiveram um efeito adverso na produtividade das cultivares analisadas no experimento, considerando que os valores de rendimento total (Tabela 7) ultrapassaram as médias nacional e estadual.
No âmbito das cultivares analisadas, a Nidera 5700 se destacou por apresentar, de forma geral, os piores resultados em relação ao peso de mil sementes (PMS) e ao rendimento, o que sugere sua inadequação ao ambiente em que o experimento foi conduzido. Entretanto, Paraginski et al. (2022), ao avaliarem a produtividade de diferentes cultivares no município de Santo Augusto – RS, identificaram que a cultivar Nidera 5700 foi a mais produtiva, demonstrando o maior número de vagens com dois e três grãos, além de um incremento no total de vagens e grãos por planta. Em contrapartida, no estudo realizado por Czarnieski (2022) sobre o desempenho agronômico de cultivares de soja no município de Candói – PR, a cultivar Nidera 5700 também registrou o pior desempenho, situando-se abaixo da média estadual.
As variações observadas em diferentes estudos com a cultivar Nidera 5700 indicam que a produtividade da soja, além de ser influenciada por suas características genéticas, também é condicionada por fatores edafoclimáticos e ambientais. Nesse contexto, uma distribuição inadequada das chuvas, assim como uma adubação deficiente do solo, pode resultar em produções significativamente reduzidas.
A cultivar Brasmax Valente destacou-se, de maneira geral, pelos maiores valores de peso de mil sementes (PMS) e rendimento, configurando-se como a mais adequada para implantação no local onde o experimento foi realizado, tendo em vista o critério de seleção baseado na maior lucratividade para o sojicultor. Esse resultado corrobora as observações de Timm et al. (2017) e Kehl et al. (2022), que, ao avaliarem a performance de cultivares de soja no Rio Grande do Sul, também constataram que a cultivar Brasmax Valente apresentou os maiores rendimentos de grãos.
Ademais, é essencial destacar o desempenho produtivo das cultivares Brasmax Icone e Donmario 66i68, que também se distinguiram em relação às demais cultivares, no que se refere aos valores de peso de mil sementes (PMS) e rendimento. É importante ressaltar que a cultivar Brasmax Icone, em conjunto com a cultivar Brasmax Valente, apresentou um valor elevado de PMS, o que contribuiu de maneira significativa para seu rendimento satisfatório.
Em síntese, verificou-se que, entre as variáveis analisadas no experimento, a altura da planta e o peso de mil sementes foram os fatores determinantes para os maiores valores de rendimento observados nas cultivares Brasmax Valente, Brasmax Icone e Donmario 66i68.
Conclusão
O peso de mil sementes revela uma relação significativa com o rendimento de uma lavoura de soja, sendo a cultivar Brasmax Valente aquela que apresentou um desempenho superior em termos de rendimento, destacando sua adequação às condições edafoclimáticas observadas durante o experimento.
Conflitos de interesse
Não houve conflito de interesses dos autores.
Contribuição dos autores
Mariano Peter – coleta de dados e interpretação dos resultados; Márcio Peter – coleta de dados e interpretação dos resultados; Gabrielli Fernandes Rodrigues – interpretação dos resultados e redação; Benhur Schwartz Barbosa – interpretação dos resultados e revisão do texto; Luciana Dallegrave Schroeder – interpretação dos resultados e revisão do texto; Tiago Zanatta Aumonde – orientação e correções; Tiago Pedó – ideia original, orientação e correções.
Agradecimentos
Agradecemos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código Financeiro 001, pela concessão da bolsa.
Referências bibliográficas
BALBINOT JUNIOR, A. A.; OLIVEIRA, M. C. N.; FRANCHINI, J. C.; BEBIASI, H.; ZUCARELI, C.; FERREIRA, A. S.; WERNER, F. Phenotypic plasticity in a soybean cultivar with indeterminate growth type. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 53, n. 9, p. 1038-1044, 2018. https://doi.org/10.1590/S0100-204X2018000900007
BARZOTTO, B. G.; RICHART, A. Desempenho produtivo de duas cultivares de soja com aplicação de diferentes doses do ácido 2,4-diclorofenoxiacético via foliar. Revista Cultivando o Saber, v. 13, n. 2, p. 60-74, 2020. https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/997
BRANQUINHO, R. G.; DUARTE, J. B.; SOUZA, P. I. M.; SILVA NETO, S. P.; PACHECO, R. M. Estratificação ambiental e otimização de rede de ensaios de genótipos de soja no Cerrado. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 49, n. 10, p. 783-795, 2014. https://doi.org/10.1590/S0100-204X2014001000005
CENTRO SUL ESPECIALISTA EM SEMENTES. Cultivar de Soja BRASMAX ÍCONE IPRO. 2024. https://www.centrosulcereais.com.br/post/cultivar-brasmax-icone-ipro-32
CONAB. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos: 12º levantamento 2023/2024. Brasília, DF, Boletim da Safra e Grãos, v. 11, 2024. https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/12o-levantamento-safra-2023-2024/boletim-da-safra-de-graos
CRUZ, C. D.; CARNEIRO, P. C. S.; REGAZZI, A. J. Modelos Biométricos Aplicados ao Melhoramento Genético. 3ª ed. Viçosa: Editora UFV, 2014, 668p.
CZARNIESK, V. C. Desempenho agronômico de cultivares modernas de soja no município de Candói – PR. 47f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Pato Branco, 2022. https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/31129
DORNELES, J. B.; CARVALHO, I. R.; MARTINS, T. S.; MOURA, N. B.; SILVA, J. A. G.; LAUTENCHLEGER, F. Two decades of national registry of soybean cultivars: updates and perspectives. Communications in Plant Sciences, v. 10, p. 85-96, 2020. https://doi.org/10.26814/cps2020012
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. História da Soja. Londrina: Embrapa Soja, 2021. https://www.embrapa.br/soja/cultivos/soja1/historia
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos. 3ª ed. Brasília-DF: EMBRAPA, 2013, 353p.
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Soja em números (safra 2023/24). Londrina: Embrapa Soja, 2024. https://www.embrapa.br/soja/cultivos/soja1/dados-economicos
GABBI, R.; MARTINS, A.; GERHARDT, S. Determinação do peso de mil grãos da cultivar tornado. Feira Regional de Matemática de Ijuí, v. 3, n. 3, p. 1-6, 2019. https://publicacoeseventos.unijui.edu.br/index.php/feiramatematica/article/view/17636
GARCIA, A. Soja – aspectos a serem considerados. Embrapa, 2021. https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/pre-producao/instalacao-da-lavoura/aspectos-a-serem-considerados
GOMES, H. H. S.; SMIDERLE, O. J.; MENEZES, P. H. S.; GIANLUPI, V.; MARQUES, C. S. Características agronômicas na produtividade da soja em diferentes densidades de plantas. In: Congresso Brasileiro de Agronomia, 30., 2017. Anais… Fortaleza: XXX CBA, 2017, 4p. https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1085363/1/738.pdf
KEHL, K.; CARVALHO, I. R.; SACON, D.; RIZZARDI, M. A.; LANGARO, N. C.; LORO, M. V.; MOURA, N. B.; LAUTENCHLEHER, F. Strategic positioning of soybean based on the agronomic ideotype and on fixed and mixed multivariate models. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 57, p. 1-11, 2022. https://doi.org/10.1590/S1678-3921.pab2022.v57.02702
LIMA, M. D.; PELUZIO, J. M. A dissimilaridade genética em cultivares de soja com enfoque no perfil de efeitos graxos pode produzir biocombustíveis. Revista Brasileira de Ciências Agrárias, v. 10, n. 2, p. 256-261, 2015. https://doi.org/10.5039/agraria.v10i2a5333
MACALLI, R. A. Desempenho da soja (Glycine max) em função do manejo da calagem e adubação na região de Curitibanos\SC. 47f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Catarina, Curitibanos, 2021. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/232754
MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Regras para Análise de Sementes. Brasília, DF: Secretaria de Defesa Agropecuária, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Mapa/ACS, 2009, 398p.
MARIN, R. S. F.; BAHRY, C. A.; NARDINO, M.; ZIMMER, P. D. Efeito da adubação fosfatada na produção de sementes de soja. Revista Ceres, v. 62, n. 3, p. 265-274, 2015. https://doi.org/10.1590/0034-737X201562030006
MARTINS, P. D. S.; CARMO, E. L.; SILVA, A. G.; PROCÓPIO, S. O.; SIMON, G. A.; ANDRADE, C. L. L. Desempenho de cultivar de soja de crescimento determinado em diferentes arranjos espaciais. Colloquium Agrariae, v. 16, n. 5, p. 47-56, 2020. https://doi.org/10.5747/ca.2020.v16.n5.a394
MELLO, E. S.; BRUM, A. L. A cadeia produtiva da soja e alguns reflexos no desenvolvimento regional do Rio Grande do Sul. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 10, p. 74734-74750, 2020. https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-049
MOZZAQUATRO, J. C. Análise dos resultados econômicos da produção de arroz e soja em uma propriedade rural. 86f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Contábeis) – Universidade do Vale do Taquari, Lajeado, 2017. https://www.univates.br/bduserver/api/core/bitstreams/a057b88c-bd98-4b33-874f-b5a68383b81c/content
NASCIMENTO, J. C. S. Componentes de produção de cultivares de soja submetidos à inoculação, no brejo paraibano. 32f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, Areia, 2022. https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/26263
NEUMAIER, N.; FARIAS, J. R. B.; NEPOMUCENO, A. L.; MERTZ-HENNING, L. M.; FOLONI, J. S. S.; MORAES, L. A. C.; GONCALVES, S. L. Ecofisiologia da soja. In: SEIXAS, C. D. S.; NEUMAIER, N.; BALBINOT JUNIOR, A. A.; KRZYZANOWSKI, F. C.; LEITE, R. M. V. B. C. (Eds.). Tecnologias de produção de soja. Londrina: Embrapa Soja, p. 33-54, 2020. https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1128387
NPCT. Nutrição de Plantas Ciência e Tecnologia. Como a planta de soja se desenvolve. Piracicaba, SP, 2024, 22p. https://www.npct.com.br/npct.nsf/article/BRS-3140/Como_a_Planta_de_Soja_se_Desenvolve.pdf
OLIVEIRA, G. S.; DUARTE JÚNIOR, J. B.; CIESLAK, L.; COSTA, A. C. T.; KUHN, O. J. Caracteres agronômicos da soja em função da aplicação de bioestimulantes em diferentes épocas e níveis de desfolha. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 9, p. 61396-61415, 2022. https://doi.org/10.34117/bjdv8n9-068
OLIVEIRA, L. P. Desempenho agronômico de cultivares de soja (Glycine max L.) para o município de Humaitá-AM. 41f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Instituto de Educação Agricultura e Ambiente, Universidade Federal do Amazonas, Humaitá, 2017. https://edoc.ufam.edu.br/bitstream/123456789/2575/47/TCC-Agronomia-2017-Arquivo.002
PARAGINSKI, J. A.; TOEBE, M.; MORAES, M. P.; SOUZA, R. R.; PARAGINSKI, P. E.; BITTENCOURT, K. C. Yield components of soybean cultivars under sowing densities. Revista Ceres, v. 69, n. 4, p. 416-424, 2022. https://doi.org/10.1590/0034-737X202269040005
PEREIRA, R. M.; SILVA, H. B. R.; OLIVEIRA, H. M. S.; RIBEIRO, D. O.; TOMÁZ, R. G.; SILVA, G. P.; SILVA, A. J. Comparação de cultivares de soja no Sudoeste Goiano em resposta à aplicação de diferentes doses de Cloreto de Potássio. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 1, p. 4132-4144, 2021. https://doi.org/10.34117/bjdv7n1-279
PEREIRA, T.; COELHO, C. M. M.; SOUZA, C. A.; MANTOVANI, A.; MATHIAS, V. Dessecação química para antecipação de colheita em cultivares de soja. Semina: Ciências Agrárias, v. 36, n. 4, p. 2383-2394, 2015. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2015v36n4p2383
PETER, M. Ecofisiologia da soja, rendimento e qualidade de sementes em diferentes épocas de semeadura e densidades de cultivo. 65f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Sementes) – Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2020.
RIGO, A. A. Obtenção e caracterização de farinhas de soja das cultivares BRS 267, BRS 257 e VMAX. 89f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Alimentos) – Departamento de Ciências Agrárias, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Erechim, 2015. https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1049644
TIMM, P. A.; CAMPOS, A. D. S.; BUENO, M. V.; AIRES, T.; SILVA, J. T.; SCHREIBER, F.; PARFITT, J. M. B.; SCIVITTARO, W. B.; TIMM, L. C. Avaliação de cultivares de soja produzida em sistema camalhão em terras baixas. In: Congresso Brasileiro de Arroz Irrigado, 10., 2017. Anais… Gramado: X CBA, 2017. https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1075766/1/WalkyriaResumoCBAIPamela3.pdf
TORRES, F. E.; DAVID, G. V.; TEODORO, P. E.; RIBEIRO, L. P.; CORREA, C. G.; LUZ JÚNIOR, R. A. Desempenho agronômico e dissimilaridade genética entre genótipos de soja. Revista de Ciências Agrárias, v. 38, n. 1, p. 111-117, 2015. https://doi.org/10.19084/rca.16876
ZANON, A. J.; STRECK, N. A.; RICHTER, G. L.; BECKER, C. C.; ROCHA, T. S. M.; CERA, J. C.; WINCK, J. E. M.; CARDOSO, A. P.; TAGLIAPIETRA, E. L.; WEBER, P. S. Contribuição das ramificações e a evolução do índice de área foliar em cultivares modernas de soja. Bragantia, v. 74, n. 3, p. 279-290, 2015. https://doi.org/10.1590/1678-4499.0463
ZUFFO, A. M.; RIBEIRO, A. B. M.; BRUZI, A. T.; ZAMBIAZZI, E. V.; FONSECA, W. L. Correlações e análise de trilha em cultivares de soja cultivadas em diferentes densidades de plantas. Revista Cultura Agronômica, v. 27, n. 1, p. 78-89, 2018. https://doi.org/10.32929/2446-8355.2018v27n1p78-90
Recebido em 6 de novembro de 2024
Retornado para ajustes em 26 de maio de 2025
Recebido com ajustes em 27 de maio de 2025
Aceito em 4 de julho de 2025