Revista Agrária Acadêmica
doi: 10.32406/v9n3/2026/18-27/agrariacad
Análise química-bromatológica do farelo do mesocarpo do babaçu (Orbignya sp) como alternativa nutricional na bovinocultura leiteira na região de Jaru – Rondônia, Brasil. Chemical-bromatological analysis of the mesocarp bran of babaçu (Orbignya sp) as a nutritional alternative in dairy cattle farming in the region of Jaru – Rondônia, Brasil.
Angela Maria Gomes Valério1, Andressa Gomes Valério1, Mayne Santos da Silva1, Antonio Ariclezio Carlos Cruz
2, Hilton Lopes Junior
2, Jomel Francisco dos Santos
2
1- Discente do Curso de Medicina Veterinária – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia – IFRO
, Campus Jaru/RO – Brasil. E-mail: gomesvalerio256@gmail.com
2- Docente do Curso de Medicina Veterinária – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia – IFRO
, Campus Jaru/RO – Brasil. E-mail: jomel.santos@ifro.edu.br
Resumo
A bovinocultura leiteira tem se expandido no Brasil com destaque para o estado de Rondônia sendo um dos maiores produtores da região Norte. Um dos principais fatores que contribuem para o aumento desta atividade é o fornecimento de dietas balanceadas em proteínas, vitaminas, energia e minerais. Entretanto, no período seco a redução na disponibilidade de forragens compromete o acesso a esses nutrientes, exigindo suplementação alternativas como o farelo do mesocarpo do babaçu (FMB). O presente estudo teve como objetivo avaliar o valor nutritivo do FMB como alternativa alimentar na bovinocultura leiteira no município de Jaru/RO. Os cocos do babaçu foram coletados em uma propriedade rural, descascados, secos ao sol, processados em moinho de facas e submetidos as análises químico-bromatológicas no Laboratório de Química do IFRO – Campus Jaru. Foram determinadas as seguintes variáveis: cinzas, proteína bruta (PB), acidez titulável, pH, sólidos solúveis, compostos fenólicos, extrato etéreo, carboidratos totais, açúcares solúveis (redutores e não redutores), fibra bruta e digestibilidade in vitro. O FMB apresentou teor de PB de 1,68%, valor inferior às exigências nutricionais de vacas leiteiras (16–18% de PB). Contudo, apresentou bom potencial de digestibilidade e aporte de carboidratos totais, indicando viabilidade como concentrado energético alternativo, desde que acompanhado de suplementação proteica. Os resultados sugerem que o FMB pode ser incorporado à dieta de vacas em lactação como fonte energética. Ressalta-se, a necessidade de estudos adicionais que avaliem seu potencial de uso e investiguem a viabilidade econômica da sua inclusão na alimentação de ruminantes.
Palavras-chave: Subproduto. Nutrição. Concentrado Energético e Digestibilidade.
Abstract
Dairy farming has been expanding in Brazil, particularly in the state of Rondônia, which is one of the largest producers in the North region. One of the main factors contributing to the increase in this activity is the provision of diets balanced in protein, vitamins, energy, and minerals. However, during the dry season, the reduction in the availability of forage compromises access to these nutrients, requiring alternative supplements such as babassu mesocarp meal (FMB). The objective of this study was to evaluate the nutritional value of FMB as an alternative feed in dairy farming in the municipality of Jaru/RO. The babassu coconuts were collected on a rural property, peeled, sun-dried, processed in a knife mill, and subjected to chemical-bromatological analyses at the IFRO Chemistry Laboratory – Jaru Campus. The following variables were determined: ash, crude protein (CP), titratable acidity, pH, soluble solids, phenolic compounds, ethereal extract, total carbohydrates, soluble sugars (reducing and non-reducing), crude fiber, and in vitro digestibility. FMB had a CP content of 1.68%, which is lower than the nutritional requirements of dairy cows (16–18% CP). However, it showed good digestibility and total carbohydrate content, indicating its viability as an alternative energy concentrate, provided it is accompanied by protein supplementation. The results suggest that FMB can be incorporated into the diet of lactating cows as an energy source. It should be noted that further studies are needed to evaluate its potential use and investigate the economic feasibility of its inclusion in ruminant feed.
Keywords: By-product. Nutrition. Energy Concentrate and Digestibility.
Introdução
No Brasil a bovinocultura leiteira vem crescendo nos últimos anos de forma significativa, possibilitando assim que o país seja reconhecido mundialmente pelo seu aumento na produção de leite. De acordo com Nascimento e Fernandes (2022), o desempenho deste setor está ligado diretamente com o Produto Interno Bruto (PIB) do país e no contexto do desenvolvimento da economia do Brasil como um todo.
Segundo o MAPA (s.d.), O Brasil ficou em terceiro lugar como o maior produtor de leite no mundo, com cerca de 34 bilhões de litros por ano, com uma produção em 98% dos municípios do país. Dentre os estados brasileiros, Rondônia é considerado o maior produtor de leite da região Norte e mantendo-se como o 10° maior no território nacional (IDARON, 2024).
Desta forma, o crescimento da pecuária leiteira nos estados brasileiros se dá pelo conjunto de vários fatores, entre eles destaca-se às exigências nutricionais desses animais, como uma alimentação adequada e composta por proteínas, vitaminas, energia e sais minerais. A deficiência de alguns dos componentes básicos da dieta dos bovinos poderá acarretar a diminuição da quantidade do leite, pois o animal não terá nutrientes suficientes para atender e suprir de forma eficiente todas as atividades do seu organismo (SANTOS et al., 2020b).
Oliveira (2022), afirma que os tempos de secas no país interferem de forma negativa na dieta do gado de leite, pois a uma baixa disponibilidade de plantas forrageira para os mesmos, tornando-se essencial a utilização de subprodutos para complementar a alimentação durante esses períodos do ano. Para suprir as necessidades nutricionais na produção animal tem-se buscado alternativas para substituir alimentos tradicionais, a exemplo do milho e do farelo de soja.
Nesse contexto, podemos citar o farelo do mesocarpo do coco do babaçu. Segundo Ferreira et al. (2011), este subproduto possui um alto valor nutritivo, sendo considerado um suplemento proteico para bovinos de leite, responsável por promover um aumento no teor de gordura do leite e além de favorecer a diminuição dos impactos ambientais que o processamento dos ingredientes tradicionais pode causar.
A Embrapa (1984), identifica o Babaçu como sendo uma palmeira brasileira bastante importante, pertencendo à família Palmae gênero Orbignia (orbignya sp, sendo divididos em duas espécies classificados em Palmae Orbignya martiana (babaçu da floresta) e Palmae Orbignya oleifera (babaçu do cerrado). O babaçu é encontrado em 12 estados brasileiros sendo eles (RO, MT, TO, MS, GO, AM, CE, BA, MA, PI, PA e MG) podendo estar presente em áreas de lavoura, pastagem, mata, cerrado e outros e diferentes tipos. Em Rondônia o babaçu encontra-se amplamente distribuído, sendo mais frequente em áreas de terra firme, como relata Bentes-Gama et al. (2007).
A utilização de subprodutos de farelo de babaçu na alimentação de ruminantes, pode ser capaz de reduzir os impactos ambientais causados pelos dejetos, entretanto antes de incluir qualquer tipo de alimento que seja novo na dieta dos animais é necessário conhecer sua composição nutricional (SÁ, 2011).
Diante do exposto, o presente artigo tem como objetivo avaliar o valor nutritivo do farelo do mesocarpo do coco do babaçu como alternativa nutricional na bovinocultura leiteira no município de Jaru/RO, pois se faz necessário, o conhecimento das características químico-bromatológicas e estudos na exploração do seu potencial, bem como, suas possíveis limitações devido a aspectos químicos, físicos e econômicos.
Material e métodos
As amostras de coco de babaçu (Orbignya sp.) foram obtidas de agricultores localizados na Linha 623, km 5, no município de JaruJaru, Rondônia, Brasil, situado nas coordenadas geográficas 10,438018° S e 62,548251° W. A coleta foi realizada entre os meses de agosto e setembro, período correspondente à maturação fisiológica e à queda natural dos frutos na região. Nessa época, o clima predominante no município caracteriza-se por temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e reduzido índice pluviométrico, condições típicas da estação seca amazônica. Essa etapa foi conduzida de forma criteriosa, assegurando a seleção de frutos íntegros, maduros e representativos para a realização das análises subsequentes.
Após a coleta, os cocos foram descascados e submetidos à secagem natural ao sol por 15 dias, procedimento utilizado para redução da umidade e preservação das características da matéria-prima, conforme adaptação da metodologia descrita por Soler et al. (2007). Para o processamento in natura, o mesocarpo dos frutos foi triturado em moinho de facas e peneirado em malha com granulometria de até 60 mesh, visando a obtenção do pó fino. A partir do material processado, foi preparada uma amostra composta de aproximadamente 1 kg, que foi utilizada para as análises realizadas para as determinações da composição químico-bromatológica do farelo, as quais foram realizadas em triplicatas no Laboratório de Química, localizado no IFRO Campus Jaru.
A avaliação das características químico-bromatológica, referentes à Determinação de Matéria Seca, Teor de Umidade, Determinação de Cinzas, Proteína Bruta, Determinação de Acidez Titulável e pH, Determinação de Sólidos Solúveis, Compostos Fenólicos, Extrato Etéreo, Carboidratos Totais, Determinação Açúcares Solúveis, redutores e não redutores, seguirm as normas preconizadas nos métodos baseados em Detmann et al. (2021). A digestibilidade in vitro e o teor de fibra foi determinada pela metodologia do IAL (2008). Todos os resultados das análises descritas acima foram tratados estatisticamente usando os métodos de análise de variância (ANOVA) com nível de significância de 5%.
Resultados e discussão
Tabela 1- Resultados das análises química-bromatológicas do farelo do mesocarpo do babaçu (FMB).

De acordo com os dados obtidos através das análises química-bromatológicas do mesocarpo do babaçu apresentados na Tabela 1, o teor de proteína bruta (PB) obtido foi de 1,68%, valor considerado baixo para alimentos destinados à nutrição animal. Vacas leiteiras, por exemplo, demandam entre 16% e 18% de PB na fase inicial da lactação, reduzindo para 12% a 14% nas fases finais, conforme relatado por Santos et al. (2020b). De acordo com Silva et al. (2012), o farelo de babaçu apresentou teor de proteína bruta de 2,01%. Corroborando com esse valor, Miotto et al. (2012) também observaram baixo teor proteico, identificando 3,1% de proteína bruta no farelo analisado, enquanto a torta de babaçu pode atingir até 21,35% de PB, segundo Santos Neta et al. (2011). De acordo com Van Soest (1994), é necessário um mínimo de 7% de PB na dieta de ruminantes para garantir o funcionamento adequado do rúmen, reforçando que o mesocarpo do babaçu in natura não supre isoladamente essa exigência.
A matéria seca (MS) apresentou valor elevado de 89,86% e o teor de umidade de 10,14%, o que favorece a estabilidade e conservação do produto. O alto teor de MS reduz a atividade microbiana e prolonga a vida útil do ingrediente. Valor similar de MS ao observado no presente estudo, foi descrito por Rostagno et al. (2011), quando relataram MS de 87,74%. A atividade de água (Aw) observada neste estudo foi de 0,56%, considerada ideal, pois apresenta característica que contribui para a segurança microbiológica, reduzindo o risco de desenvolvimento de microrganismos deteriorantes e micotoxinas, especialmente durante o armazenamento prolongado. Ingredientes com baixa Aw são particularmente vantajosos em dietas completas (TMR), pois apresentam menor risco de fermentações indesejáveis. Em experimento conduzido por Sousa Junior (2003), ovinos alimentados com dietas contendo 0%, 10%, 20% e 30% de farelo de babaçu na MS, apresentaram redução na ingestão de matéria seca com o aumento da inclusão do subproduto, indicando limitação em sua aceitabilidade quando utilizado em altos níveis, acima de 30% na MS.
O teor de cinzas observado no FMB foi de 1,38%, representando o conteúdo de minerais da amostra. Esse valor é semelhante ao reportado por Polesi et al. (2025) que encontraram um teor de cinzas 1,33% na farinha do mesocarpo do babaçu. A composição mineral é essencial na formulação de dietas para bovinos leiteiros, conforme diretrizes do NASEM (2021), que preconizam o fornecimento equilibrado de macro e microminerais, conforme a fase produtiva. Os sólidos solúveis totais (SST) totalizaram 6,17%, consistentes com a composição de alimentos formulados com diversos ingredientes solúveis.
O pH observado foi de 5,77, indicando acidez levemente elevada. Esse valor pode contribuir para a estabilidade microbiológica do produto, auxiliando no controle da fermentação, especialmente em processos de ensilagem, evitando o crescimento de bactérias indesejáveis e assegurando maior qualidade na dieta ruminante (PEDRICO, 2013). Rezende et al. (2011) relataram que silagens contendo farelo de babaçu apresentaram maior produção de ácido lático, mantendo o pH em torno de 3,8 a 4,2, faixa ideal para silagens de boa qualidade.
A análise de compostos fenólicos (FT) resultou em 1,86% indicativo de que a amostra analisada pode conter propriedades funcionais o que amplia o seu potencial como aditivo nutricional na dieta animal. Esses compostos são reconhecidos por suas propriedades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias, além de contribuírem para a conservação do alimento, inibindo a oxidação de lipídios, como é relatado por Shahidi (2000). Assim, sua presença amplia o potencial funcional do produto, podendo favorecer a saúde intestinal e o desempenho animal.
A acidez titulável total (ATT) foi de 1,38%, valor que pode influenciar as características sensoriais e a conservação do produto. Segundo Silva e Queiroz (2002), a ATT é um indicador importante na avaliação da estabilidade e da qualidade dos alimentos, já que valores elevados podem refletir uma maior presença de ácidos graxos livres, oriundos da degradação de lipídios. Isso pode afetar o pH ruminal quando consumido em grandes quantidades, o que exige atenção no balanceamento da dieta. Essa acidez pode até favorecer o estímulo da salivação e da atividade microbiana no rúmen, melhorando a digestibilidade de certos componentes da dieta.
A fibra bruta (FB) apresentou um valor relativamente elevado, de 8%, o que indica uma quantidade expressiva de componentes fibrosos na amostra. No entanto, esse valor é inferior ao registrado por Rostagno et al. (2011), que observaram 9,69% de FB em produtos com características semelhantes. Por outro lado, é superior ao resultado reportado por Carneiro (2011) para o mesocarpo do babaçu, cuja fibra bruta foi determinada em 2,66%. Dessa forma, os dados obtidos posicionam a amostra analisada em um nível intermediário de teor fibroso, quando comparada com diferentes estudos na literatura.
A digestibilidade está diretamente relacionada aos nutrientes presentes em uma dieta, portanto, ela serve como uma medida para identificar quanto da dieta é digerível ou quanto desses nutrientes são absorvidos e utilizados pelo animal (VILELA et al., 2024). A digestibilidade in vitro (DIV) do mesocarpo de babaçu nesta pesquisa, foi de 76%, um valor considerado elevado para alimentos fibrosos, o que evidencia seu potencial como ingrediente na alimentação de vacas leiteiras. Segundo Carneiro et al. (2017), esse percentual indica uma boa capacidade de degradação da matéria seca no rúmen, o que favorece o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no resíduo, indicando boa capacidade de aproveitamento nutricional pelo organismo.
De acordo com Van Soest (1994), alimentos com boa digestibilidade promovem maior produção de energia metabolizável e ácidos graxos voláteis no rúmen, fundamentais para a manutenção do organismo e síntese de leite das vacas em lactação. Um estudo realizado por Gerude Neto et al. (2016), destaca que a inclusão de farinha de mesocarpo de babaçu em até 10% da matéria seca na dieta de ovinos demonstra ser vantajosa, pois aumenta a digestibilidade do extrato etéreo (EE) e pode ser indicada como fonte alternativa de energia na alimentação de cordeiros. Santos et al. (2022) também observaram que a adição de farinha de mesocarpo de babaçu em dietas de ovinos pode ser utilizada em concentrações de até 10,5%, proporcionando um aumento efetivo no consumo de matéria seca.
Miotto et al. (2012) realizou uma pesquisa no estado do Tocantins, onde avaliou a possibilidade da inclusão FMB como substituição ao capim-elefante em diferentes proporções, sobre o consumo e a digestibilidade aparente de nutrientes em ovinos. Eles observaram que as dietas não influenciaram o consumo de MS, matéria orgânica (MO), PB, FDN, FDA e hemicelulose, com coeficientes de variação (CV) de 38,7, 38,7, 38,5, 34,7, 36,0 e 32,6, respectivamente. No entanto, as digestibilidades de MS, FDN, FDA, PB e carboidratos não fibrosos foram diminuindo à medida que a proporção de farinha de mesocarpo de babaçu nas dietas aumentou. Já as digestibilidades aparentes da matéria seca (DAMS), extrato etéreo e carboidratos não fibrosos CNF exibiram uma resposta quadrática, com um valor máximo estimado em 10% FMB. O autor conclui que a substituição da silagem de capim-elefante pelo farelo do mesocarpo de babaçu em dietas para ovinos mostrou-se satisfatória, promovendo aumento no consumo de (CNF) e de nutrientes digestíveis totais (NDT). Apesar da redução na digestibilidade das frações fibrosas da dieta, como a fibra em detergente neutro (FDN), o farelo do mesocarpo de babaçu pode ser utilizado como uma fonte energética alternativa para ruminantes, desde que sua inclusão na dieta seja feita de forma equilibrada e controlada.
Diante disto, observa-se que a digestibilidade do FMB está diretamente ligada com o aproveitamento dos nutrientes no organismo do animal, na sua produção e até mesmo no consumo do alimento. Além disso, uma boa digestibilidade é importante para evitar que os ruminantes venham a apresentar enfermidades metabólicas como por exemplo a acidose metabólica. Com isso, há uma necessidade de que haja mais estudos com intuito de aprimorar melhor o conhecimento a respeito da utilização destes subprodutos na nutrição animal, incluindo na dieta das vacas em lactação, visando reduzir os custos com alimentação e melhorar a digestibilidade dos nutrientes, consequentemente aumentando a produtividade de leite os bovinos.
O presente estudo traz os valores dos açúcares redutores (1,19%), açúcares não redutores (1,46%) e açúcares solúveis (2,65%). Esses valores, respectivamente, demonstram a presença de carboidratos simples e complexos no FMB, indicando que o mesmo pode ser utilizado como alternativa de concentrado energético para vacas em lactação. Dalafini (2022), define alimentos concentrados energéticos os quais possuem em sua composição um teor menor que 18% de FB, podendo ser sub categorizados em concentrado energético (teor de proteína menor que 20%) e concentrado proteico (teor de proteína maior que 20%). A Embrapa (2014) acrescenta que o concentrado quando administrado corretamente pode influenciar de forma positiva o aumento da produtividade de leite, melhorar os índices reprodutivos e trazendo um aumento da lucratividade dentro da atividade leiteira. Gerude Neto et al. (2016) relata que a farinha do mesocarpo do babaçu pode ser usada como fonte alternativa de energia por causa dos carboidratos e introduzida na dieta de ovinos a um nível de 10% de matéria seca e o que passar desse nível pode trazer impactos negativos, diminuindo assim, o consumo, a digestibilidade e a energia disponível. Isso se dá pelo alto teor de carboidratos fibrosos.
Segundo Santos et al. (2020a) destacam, o mesocarpo do babaçu possui cerca de 75,1% de amido em sua composição nutricional e devido ao seu alto teor de amido, pode ser utilizado como alimento energético para os animais, contribuindo assim, para a redução dos custos em dietas ofertadas aos pequenos ruminantes.
A composição química do FMB apresenta variações significativas entre os autores, refletindo as diferenças regionais e metodológicas. Em relação ao teor de umidade, os valores variam de 12% no Rio de Janeiro (CAVALCATE NETO, 2012) a 15,8% em nível nacional (NEPA, 2011). Os teores de PB apresentaram variações expressivas em diferentes estudos. Segundo dados do NEPA (2011), os menores valores registrados foram de 1,4%, enquanto Cavalcante Neto (2012) relataram teores de 15,3%. Já Miotto et al. (2012), em pesquisa realizada no Tocantins, observaram que o farelo de babaçu apresentou teor de PB de 3,1%, enquanto o trabalho de Silva (2011), realizado no Piauí, apresentou 7,4%. Os lipídios foram mínimos em alguns estudos, como 0,2% (NEPA, 2011), e mais elevados em outros, como 2,7% em São Paulo (COURI; GIADA, 2016). O teor de cinzas variou de 0,8% no Piauí (SILVA, 2011) a 5% no Tocantins (RANGEL et al., 2011). Quanto à fibra alimentar total, os valores oscilaram entre 2,8% no Piauí (SILVA, 2011) e 20% no Tocantins (RANGEL et al., 2011). Por fim, os teores de amido, um parâmetro relevante para energia digestível, apresentaram ampla variação, indo de 60% no Tocantins (RANGEL et al., 2011) a 79,2% em nível nacional (NEPA, 2011). Essas discrepâncias nos dados reforçam a importância de se considerar a origem geográfica e os métodos analíticos utilizados nos estudos ao empregar o FMB na formulação de dietas para animais. Nesse sentido, análises bromatológicas regionais tornam-se fundamentais para garantir precisão nutricional, segurança alimentar e maior eficiência no uso desse subproduto na alimentação animal.
Diante da pesquisa realizada, observamos que o FMB pode ser introduzido de forma parcial e segura a uma concentração de 10% na dieta de ruminantes, em especial para vacas em lactação. Sendo utilizado como concentrado energético por conta do seu alto teor de açúcares solúveis, sendo considerado importantes fontes de energia para o desenvolvimento das atividades do metabolismo animal e na produção do leite. Além disso, este estudo mostra que o FMB possui um alto teor de digestibilidade, o que ajuda na digestão, absorção e aproveitamento dos nutrientes deste alimento. Com isso o FMB se destaca como uma alternativa de concentrado energético para ser utilizado na alimentação de bovinos. No entanto, não se recomenda utilizar este subproduto do babaçu como concentrado proteico, pois o seu teor de proteína tem se apresentado baixo no presente trabalho. Atualmente, existem poucos estudos relacionados com o uso do FMB na alimentação de vacas em lactação, por este motivo observa-se a necessidade de mais pesquisas para descrever o potencial desse subproduto na nutrição animal.
Conclusão
O farelo do mesocarpo do babaçu é um coproduto que pode ser utilizado na alimentação de animais ruminantes devido a sua disponibilidade na região e suas características bromatológicas. No entanto, há necessidade de estudos adicionais que, além de avaliar seu potencial de uso, investiguem a digestibilidade in vivo e a viabilidade de inclusão desse ingrediente na dieta de vacas leiteiras.
Conflitos de interesse
Não houve conflito de interesses dos autores.
Contribuição dos autores
Angela Maria Gomes Valério – análises químico-bromatológicas, interpretação dos resultados e redação; Andressa Gomes Valério – coleta do material, análises químico-bromatológicas, interpretação dos resultados e redação; Mayne Santos da Silva – análises químico-bromatológicas, interpretação dos resultados, redação e revisão do texto; Antonio Ariclezio Carlos Cruz, Hilton Lopes Júnior e Jomel Francisco dos Santos – orientações e correções.
Apoio financeiro
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).
Agradecimentos
Ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) – Campus Jaru/RO, por ceder o Laboratório de Química para realização das análises químico-bromatológicas. Aos produtores, Adilson Gomes Batista e Pedro Moreira dos Santos que doaram as amostras de coco de babaçu.
Referências bibliográficas
BENTES-GAMA, M. M.; VIEIRA, A. H.; LIMA, L. F.; OLIVEIRA, A. C.; SILVA, A. P. F. F. Ocorrência de populações naturais de espécies não-madeireiras em Rondônia. Porto Velho: Embrapa Rondônia, 2007, 27p. (Embrapa Rondônia. Documentos, 119). https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/709084
CARNEIRO, M. I. F. Farelo de mesocarpo do coco do babaçu na alimentação de aves. 69f. Tese (Doutorado em Zootecnia) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Jaboticabal, Jaboticabal, 2011. http://hdl.handle.net/11449/104044
CARNEIRO, M. M. Y.; MORAIS, M. G.; TONISSI, R. H.; GOES, B.; CARNEIRO FILHO, É. C.; COSTA, T. G.; BATISTA, R. S.; DUARTE, L. L.; SOUZA, A. R. D. L. Lipídios na dieta de ruminantes. In: Mostra Científica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 10., 2017. Anais… Campo Grande: FAMEZ / UFMS, p. 240-247, 2017. https://famez.ufms.br/files/2015/09/LIP%C3%8DDIOS-NA-DIETA-DE-RUMINANTES.pdf
CAVALCANTE NETO, A. A. Desenvolvimento de massa alimentícia mista de farinhas de trigo e mesocarpo de babaçu (Orbignya sp.). 68f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Instituto de Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2012. https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11053
COURI, M. H. S.; GIADA, M. L. R. Pão sem glúten adicionado de farinha do mesocarpo de babaçu (Orbignya phalerata, Mart): avaliação física, química e sensorial. Ceres, v. 63, n. 3, p. 297-304, 2016. https://ojs.ceres.ufv.br/ceres/article/view/2817
DALAFINI, M. G. Utilização do concentrado para vacas leiteiras: revisão bibliográfica. 37f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Zootecnia) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2022. http://hdl.handle.net/11449/238409
DETMANN, E.; SILVA, L. F. C.; ROCHA, G. C.; PALMA, M. N. N.; RODRIGUES, J. P. P. Métodos para Análise de Alimentos. INCT – Ciência Animal. 2ª ed. Produção independente, 2021, 350p.
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Babaçu: Programa Nacional de Pesquisa. Brasília, DF: EMBRAPA-DPP; Teresina: EMBRAPA-UEPAE de Teresina, 1984, 89p. https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/51263
EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Uso econômico do concentrado por meio do controle leiteiro: cartilhas adaptadas ao letramento do produtor. Brasília: Embrapa Gado de Leite, 2014, 28p. https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1004071
FERREIRA, E. F.; CASTRO, L. S.; OLIVEIRA, M. M. M.; SILVA, T. L. A.; MORO, D. N. Utilização de subprodutos do babaçu na nutrição animal. PUBVET, v. 5, n. 22, ed. 169, art. 1139, p. 1-9, 2011. https://doi.org/10.22256/pubvet.v5n22.1139
GERUDE NETO, O. J. A.; PARENTE, M. O. M.; PARENTE, H. N.; ALVES, A. A.; SANTOS, P. A. C.; MOREIRA FILHO, M. A.; ZANINE, A. M.; FERREIRA, D. J.; BEZERRA, L. R.; GOMES, R. M. S. Intake, nutrient apparent digestibility, and ruminal constituents of crossbred Dorper × Santa Inês sheep fed diets with babassu mesocarp flour. The Scientific World Journal, v. 2016, n. 1, p. 1-8, 2016. https://doi.org/10.1155/2016/8675836
IAL. Instituto Adolfo Lutz. Métodos Químicos e Físicos para Análise de Alimentos. 4ª ed. 1ª edição digital. São Paulo, SP: Instituto Adolfo Lutz, IAL, 2008, 1020p. https://www.ial.sp.gov.br/resources/editorinplace/ial/2016_3_19/analisedealimentosial_2008.pdf
IDARON. Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia. Rondônia registra aumento na produção leiteira em 2023 e lidera o ranking de maior produtor de leite na região Norte. 2024. Disponível em: <https://www.idaron.ro.gov.br/index.php/2024/02/23/rondonia-registra-aumento-na-producao-leiteira-em-2023-e-lidera-o-ranking-de-maior-produtor-de-leite-na-regiao-norte/>. Acesso em: 16 jun. 2026.
MAPA. Ministério da Agricultura e Pecuária. Mapa do Leite: Políticas Públicas e Privadas para o Leite. s.d. Disponível em: <https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/producao-animal/portal-do-leite/mapa-do-leite/>. Acesso em: 16 jun. 2026.
MIOTTO, F. R. C.; RESTLE, J.; NEIVA, J. N. M.; MACIEL, R. P.; FERNANDES, J. J. R. Consumo e digestibilidade de dietas contendo níveis de farelo do mesocarpo de babaçu para ovinos. Revista Ciência Agronômica, v. 43, n. 4, p. 792-801, 2012. https://doi.org/10.1590/S1806-66902012000400022
NASCIMENTO, V. C.; FERNANDES, L. P. Análise da bovinocultura de leite e caracterização das propriedades no projeto de assentamento cupim município de carrasco Bonito – TO. International Journal of Agrarian Sciences, v. 1, n. 1, p. 1-13, 2022. https://doi.org/10.31692/2764-3425/v1i1.33
NASEM. National Academy of Sciences, Engineering, Medicine. Nutrient Requirements of Dairy Cattle. 8th rev. ed. Washington, DC: National Research Council, 2021. Disponível em: <https://www.nationalacademies.org/projects/DELS-BANR-13-02>. Acesso em: 16 jun. 2026.
NEPA. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – TACO. 4ª ed. rev. e ampl. Campinas: NEPA-UNICAMP, 2011, 161p. https://nepa.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/27/2023/10/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf
OLIVEIRA, D. F. Silagem de ração total a base de cana-de-açúcar contendo subprodutos do babaçu, como alternativa nutricional para ovinos de corte. 36f. Trabalho de Curso de Curso (Graduação em Zootecnia) – Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal do Maranhão, Chapadinha, 2022. http://hdl.handle.net/123456789/6707
PEDRICO, A. Farelo do mesocarpo do babaçu (Orbygnia speciosa) na produção de bovinos leiteiros. 134f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal Tropical, Universidade Federal do Tocantins, Araguaína, 2013. https://docs.uft.edu.br/share/s/F1PJQg0pRjCbB1L0-dov4g
POLESI, L. F.; RIGON, E. E. S.; CARDOSO, D. S. S.; SILVA, C. N. S.; BATISTA, K. A.; OLIVEIRA-FOLADOR, G.; SOUZA, G. T.; PAULA, L. C. Physicochemical and functional characterization of babassu flour: a flour rich in dietary fiber, resistant starch and phenolic compounds. Scientia Plena, v. 21, n. 6, p. 1-11, 2025. https://doi.org/10.14808/sci.plena.2025.061501
RANGEL, J. H. G.; OLIVEIRA, M. M.; CARNEIRO, F. J. C.; MELO, L. P.; CONCEIÇÃO, M. M.; ROJAS, M. O. A. I.; SOUZA, A. G. Estudo gravimétrico e das propriedades nutricionais do mesocarpo de babaçu (Orbignya speciosa) em adição ao pão. Revista ACTA Tecnológica, v. 6, n. 2, p. 12-17, 2011. https://doi.org/10.35818/acta.v6i2.34
REZENDE, A. A.; PASCOAL, L. A. F.; VAN CLEEF, E. H. C. B.; GONÇALVES, J. S; OLSZEVSKI, N.; BEZERRA, A. P. A. Composição química e características fermentativas de silagens de cana‑de‑açúcar contendo farelo de babaçu. Archivos de Zootecnia, v. 60, n. 232, p. 1031-1039, 2011. https://doi.org/10.4321/S0004-05922011000400019
ROSTAGNO, H. S.; ALBINO, L. F. T.; DONZELE, J. L.; GOMES, P. C.; OLIVEIRA, R. F.; LOPES, D. C.; FERREIRA, A. S.; BARRETO, S. L. T.; EUCLIDES, R. F. Tabelas brasileiras para aves e suínos: composição de alimentos e exigências nutricionais. 3ª ed. Viçosa, MG: UFV, DZO, 2011, 251p. https://www.researchgate.net/publication/285909167_Tabelas_Brasileiras_Para_Aves_e_Suinos_Composicao_de_Alimentos_e_Exigencias_Nutricionais
SÁ, H. C. M. Subprodutos do Processamento Industrial do Babaçu Para Ovinos. 136f. Dissertação (Mestrado em Zootecnia) – Escola de Veterinária, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011. https://vet.ufmg.br/tese-e-dissertacao/subprodutos-do-processamento-industrial-do-babacu-para-ovinos/
SANTOS NETA, E. R.; VAZ, R. G. M. V.; RODRIGUES, K. F.; SOUSA, J. P. L.; PARENTE, I. P.; ALBINO, L. F. T.; SIQUEIRA, J. C.; ROSA, F. C. Níveis de inclusão da torta de babaçu em rações de frangos de corte na fase inicial. Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, v. 12, n. 1, p. 234-243, 2011. https://periodicos.ufba.br/index.php/rbspa/article/view/40534
SANTOS, A. R. D.; PARENTES, H. N.; MACHADO, N. A. F.; ARAÚJO, J. S.; FERREIRA, D. J.; ROCHA, K. S.; ANJOS, L. F.; PORTELA, Y. N.; SOUSA, M. N.; ZANINE, A. M.; NASCIMENTO, T. V. C.; PARENTE, M. O. M. A resposta fisiológica, o comportamento alimentar e a ingestão hídrica de cabritos alimentados com dietas com níveis crescentes de farinha de mesocarpo de babaçu. Biological Rhythm Research, v. 53, n. 3, p. 369-381, 2022. https://doi.org/10.1080/09291016.2019.1680934
SANTOS, A. R. D.; SOUZA, J. N. C.; PARENTE, H. N.; OLIVEIRA, G. S.; ROCHA, K. S.; ZANINE, A. M.; FERREIRA, D. J.; LIMA, A. G. V. O.; ARAÚJO, J. S.; ALVES, A. A.; PARENTE, M. O. M. Characteristics of nutrition, growth, carcass and meat of male goats fed babassu mesocarp flour. Agriculture, v. 10, n. 7, p. 1-13, 2020a. https://doi.org/10.3390/agriculture10070288
SANTOS, G. C. L.; GONZAGA NETO, S.; BEZERRA, L. R.; MEDEIROS, A. N. Uso de tortas na alimentação de vacas leiteiras: uma revisão. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 3, n. 1, p. 89-113, 2020b. https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJAER/article/view/6847n
SHAHIDI, F. Antioxidants in food and food antioxidants. Molecular Nutrition and Food Research, v. 44, n. 33, p. 158-163, 2020. https://doi.org/10.1002/1521-3803(20000501)44:3%3C158::AID-FOOD158%3E3.0.CO;2-L
SILVA, A. P. S. Caracterização físico-química e toxicológica do pó de mesocarpo do babaçu (Orbignya phalerata, Mart.): subsídio para o desenvolvimento de produtos. 119f. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) – Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2011.
SILVA, D. J.; QUEIROZ, A. C. Análise de Alimentos: Métodos Químicos e Biológicos. 3ª ed. Viçosa: UFV, 2002, 235p.
SILVA, N. R.; FERREIRA, A. C. H.; FATURI, C.; SILVA, G. F.; MISSIO, R. L.; NEIVA, J. N. M.; ARAÚJO, V. L.; ALEXANDRINO, E. Desempenho em confinamento de bovinos de corte, castrados ou não, alimentados com teores crescentes de farelo do mesocarpo de babaçu. Ciência Rural, v. 42, n. 10, p. 1882-1887, 2012. https://doi.org/10.1590/S0103-84782012001000027
SOLER, M. P.; VITALI, A. A.; MUTO, E. F. Tecnologia de quebra do coco babaçu (Orbignya speciosa). Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 27, n. 4, p. 717-722, 2007. https://doi.org/10.1590/S0101-20612007000400007
SOUSA JUNIOR, F. A. Substituição parcial do farelo de soja e milho por farelo de babaçu na terminação de ovinos. 58p. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal) – Universidade Federal do Piauí, Teresina, 2003.
VAN SOEST, P. J. Nutritional Ecology of the Ruminant. 2nd ed. Ithaca: Cornell University Press, 1994, 476p.
VILELA, G. K. S. M.; BARBOSA, S. N.; ALVES, M. B.; VIANA, D. C.; ACIOLY, T. M. S. Consumo e digestibilidade de pequenos ruminantes alimentados com óleo de babaçu e mesocarpo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Revista de Ciências Agroveterinárias, v. 23, n. 1, p. 159-167, 2024. https://doi.org/10.5965/223811712312024159
Recebido em 15 de abril de 2026
Retornado para ajustes em 18 de maio de 2026
Recebido com ajustes em 28 de maio de 2026
Aceito em 1 de junho de 2026